26.8.09

Saudação: carta aos leitores deste Blog


Sei que já publiquei alguns textos antes desta mensagem. Contudo, quero me dirigir aos meus leitores e esclarecer a vocês alguns pontos que julgo importantes para nossa convivência neste espaço. Faço isso como forma de respeito e consideração. Segue a carta:



Carta aos meus leitores


Nobre leitor, seja bem-vindo ao Blog do Artur Ribeiro. Com este texto inicial, queremos esclarecer a você algumas informações acerca das publicações que aqui serão feitas, da sua periodicidade e dos comentários que neste espaço podem ser realizados. Então, desde já, nós lhe agradecemos por sua visita.

Embora este Blog leve nosso nome em seu título, seu propósito sintético é elevar o nome maior, o nome do nosso Senhor Jesus, já que dEle é o nome poderoso. Foi o Senhor Jesus Cristo quem disse que Seu nome tem autoridade e nisso cremos (Marcos 16.17,18; Atos 2.38; 3.6; 8.12; 9.27; 16.18; etc). Considerando que não poucos falsários têm se levantado para divulgar um cristo alterado (Mateus 24.5), totalmente deturpado dAquele com que na Bíblia deparamos (João 10.9,11,14; 14.6; Apocalipse 1.8,17; 2.8,12,18; 3.1,7,14, etc) é preciso anunciar o Cristo verdadeiro, morto no Calvário e ressuscitado após três dias – o real significado das Boas Novas. (Mc 16.15). Destarte, saiba logo que esse anúncio é o que faremos neste weblog.

Para tanto, pretendemos publicar textos neste local nas seguintes ocasiões: pelo menos, às
terças-feiras e aos finais de semana, se Deus permitir e enquanto Jesus não voltar para buscar-nos, isto é, a Igreja. As publicações deste Blog serão de nossa autoria, com exceção de mensagens do tipo audiovisual. Ainda quanto aos textos escritos, queremos esclarecer que, neles, usaremos como regra a Bíblia na versão ARC (Almeida Revista e Corrigida), às vezes a ARA (Almeida Revista e Atualizada) e, quando convier, outras variantes, como NVI, NTLH, KJV etc.

Apesar de certos assuntos abordados por nós serem polêmicos, bom leitor, não é nosso interesse promover debates (intermináveis). Como já está bem explícito na descrição do Blog, logo abaixo do título, suas finalidades são quatro:

1) edificar sua vida espiritual;
2) anunciar bíblica e verdadeiramente o Senhor Jesus Cristo – o Eterno Perdoador;
3) combater erros, modismos, desvios doutrinários e heresias declaradas (Filipenses 1.16); e
4) glorificar o nome que é sobre todo o nome (Fp 2.9-11), o nome de Jesus!

Isso não quer dizer, de maneira nenhuma, que você não pode comentar. Pelo contrário! Parte da nossa alegria será ver sua opinião exposta. Todavia,
o que vai prevalecer é – sem sombra de dúvidas – a Palavra de Deus, visto que ela é nossa fonte primeira de autoridade. Além disso, ela nos representa a regra de fé, de prática e de vida; por essa causa, devemos nos submeter a ela. Amém?

Como nenhum texto é fechado, exceto o Texto Sagrado (Apocalipse 22.18; Mateus 24.35), procuraremos sempre melhorar nossas publicações, a fim de manter a qualidade delas.

Em resumo, obrigado mais uma vez por visitar este simples e comprometido Blog, onde usaremos a versão bíblica mais difundida,
ARC. Comente sempre e sempre deixando a Bíblia ser a fonte que fala mais alto do que nós. Evitemos debates sem fim. Fique à vontade para opinar, como também para divulgar o Blog.

A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com vós todos. Amém! (2 Coríntios 13.13).

Artur Freire Ribeiro

18.8.09

Pastor que pastor não é

É triste a situação em que se encontram hoje muitos evangélicos. No vídeo abaixo, o internauta poderá assistir a uma curta e infeliz história sobre um probre “pastor” que cometeu adultério, dizendo “basear-se na Bíblia”. Trata-se de uma crônica exibida há certo tempo pelo secular programa global Fantástico, na qual vemos com tristeza o que infelizmente tem ocorrido em nosso meio evangélico – o fato de muitos dos que cristãos se dizem ser (inclusos aí não poucos “pastores”, “pregadores”, “cantores”, “blogueiros” ...) não saberem a Palavra da Verdade, que liberta e ensina (João 8.32; 14.26).

O vídeo ratifica não apenas a importância de não estarmos alheios à língua portuguesa e de julgarmos o que nos é apresentado, como também (e principalmente) conhecermos as Escrituras, pois Jesus é nosso Modelo, e elas testificam dEle (5.39).

Vejamos o caso:


Apesar da fragmentação intencional das falas, característica própria do jornalismo, notamos pelo vídeo que o “pastor” tinha um desejo:
Gostaria que alguém provasse pra mim biblicamente aonde foi proibido um homem ter mais de uma mulher. Uma senhora casada, mãe de quatro filhos, frequentadora dos cultos, disse haver sonhado que teria um filho com o tal “pastor”, segundo o jornalista. O marido dela achou que, se [isso, leia-se “essa abominação”] fosse da vontade de Deus, seria feito. Em seguida, eles oraram, e seu Justino, lida a Bíblia em Oseias 3.1, creu estar liberado para adulterar. Que tristeza! Pelo erro ser tão grosseiro e primário, parece até uma fábula que conta exatamente como andam alguns, encarregados de semear a preciosa semente.

Essa história poderia ser vista sob vários ângulos, como o do idioma, o dos sonhos/ revelações e o da Palavra. Claro, não há dúvida de que, se tal atitude tomada pelos três envolvidos tivesse se submetido tão-somente às Escrituras, já seria o bastante. Todavia, façamos de forma bem abreviada uma análise:

1. No livro do profeta Oseias 3.1, está escrito:
E o Senhor me disse: Vai outra vez, ama uma mulher, amada de seu amigo e adúltera, como o Senhor ama os filhos de Israel, embora eles olhem para outros deuses e amem os bolos de uvas. Inicialmente, por desconhecimento da língua oficial, o “pastor” trocou a sílaba tônica DÚL por TE, ignorando o valor do acento agudo. Por isso, ele leu adulTEra em vez de aDÚLtera. Transformou um adjetivo num verbo; uma característica numa ação; uma falsa verdade numa doutrina. Quantos não estão igualmente torcendo a Palavra, em contrário do que Pedro aprovava (2 Pedro 3.16)?! É por essa razão que vêm pregando acerca de unções e mais unções, sonhos e mais sonhos, prosperidade e mais prosperidade!

2. Serão todos os sonhos oriundos de Deus? Evidente que não! Ora, nem tudo que surge em nosso coração provém do Senhor! Nosso Eterno Senhor e Salvador Jesus Cristo censurou escribas e fariseus, justamente porque do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as prostituições, os homicídios, os furtos, a avareza, as maldades, o engano, a dissolução, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura (Marcos 7.21,22). Além disso, em Jeremias 17.9, lemos que Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?. E em Provérbios 16.1, Do homem são as preparações do coração, mas do Senhor a resposta da boca, visto que, Eu, o SENHOR, esquadrinho o coração, eu provo os pensamentos; e isso para dar a cada um segundo os seus caminhos e segundo o fruto das suas ações (Jr 17.10).

Será que aquela irmã com quatro filhos havia entendido isso? O que dizer de seu marido? Se ele disse mesmo aquilo, que ingenuidade! E que desconhecimento bíblico! E o pastor? Que Deus tenha misericórdia deles!

3.
Jesus asseverou aos saduceus, que talvez fossem também sacerdotes e, portanto, sabedores da Palavra: Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus (Mateus 22.19; Marcos 12.24,27). No próprio livro lido pelo “pastor” Justino, está escrito: O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento (Os 4.6a). Ainda: Porque eu quero misericórdia e não sacrifício; e o conhecimento de Deus, mais do que holocaustos (6.6). E mais outro: Conheçamos e prossigamos em conhecer o SENHOR: como a alva, será a sua saída; e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra (v.3).

Percebemos, desde logo, que a mensagem bíblica é a de conhecer a Jesus. Entretanto, esse conhecer não é aquele da palavra latina
cognoscere, do lado intelectual. Conforme ensina Dr. Caramuru Afonso Francisco (Evangelista da I. E. Assembleia de Deus – Min. do Belém, Belenzinho-São Paulo/SP, colaborador do Portal Escola Dominical), é o conhecer de sentido hebraico, que quer dizer “envolver-se com Deus”, “tornar-se íntimo de Deus”, “ter pleno envolvimento com Deus”. Aliás, o relacionamento íntimo entre um homem e uma mulher é chamado na Bíblia de conhecer (Gênesis 4.1).

João ensina como conhecer Cristo: E nisto sabemos que o conhecemos: se guardarmos os seus mandamentos. Aquele que diz: Eu conheço-o e não guarda os seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade. Mas qualquer que guarda a sua palavra, o amor de Deus está nele verdadeiramente aperfeiçoado; nisto conhecemos que estamos nele (1 Jo 2.3-5).

Portanto, é o guardarmos os mandamentos que Jesus deu o modo como demonstramos que O conhecemos. O que Ele nos falou sobre adultério?
qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar já em seu coração cometeu adultério com ela (Mateus 5.28). Devemos andar como Jesus andou, não como a sociedade corrompida quer que andemos. Jesus está pronto a perdoar quem se arrepender de seus pecados. Mas não só isso: Ele quer ser Senhor da nossa vida, se nós verdadeiramente quisermos ser salvos e ter a vida eterna. Para tanto, é preciso que guardemos Seus mandamentos, que é guardamos, cumprirmos as ordens dEle (1 Jo 2.5), isto é, as Escrituras (Jo 5.39). Você tem praticado a Bíblia?

Pelo conhecimento da Palavra de Deus,

Artur Freire Ribeiro

8.8.09

Hino – somente quando é para Deus

Nobre internauta, você se lembra dos elementos que o servo e apóstolo Paulo disse pertencerem ao culto cristão? Quando da reunião dos crentes de Corinto, ele esclareceu o seguinte: Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação (1 Coríntios 14.26). Quero chamar sua atenção aqui para o item salmo.

Esse elemento do culto-modelo para os protestantes abrange o louvor, os hinos, os cânticos espirituais. E, nesses dias difíceis e perigosos (2 Timóteo 3.1,
gr), milhares de pessoas têm infelizmente sido enganadas por muitíssimos mentirosos (Mateus 24.5,12). Várias delas, inclusive, procuram o engano (2 Timóteo 4.3). A consequência da mentira no meio do louvor é aquilo a que temos assistido nos templos, com as subidas de Zaqueu, os sabores de mel, a ousadia em sonhar, a restituição-eu-quero-de-volta-o-que-é-meu, o quem-tem-promessa-não-morre-essa-é-a-palavra-do-Senhor-Jeová etc.

O mais triste disso tudo é que parece que muitos dos que cristãos se dizem ser gostam de ser enganados, visto que rejeitam toda e qualquer correção (ignorando cabalmente 2 Timóteo 3.16), como se o Evangelho fosse para ser vivido de modo escancarado, do jeito que atualmente está. Ora, Nosso Senhor Jesus, em Mateus 7.13,14, aconselhou que entrássemos pela porta estreita, não frouxa. E explicou o motivo:
porque larga é a porta, e espaçoso o caminho, que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem.

Pelo que se vê, é notória a necessidade de sabermos se o que temos cantado e deixado que cantem em todo o lugar é realmente louvor a Deus. Para tanto, vejamos três autoridades no assunto: o considerado melhor dicionário de Língua Portuguesa (falo com conhecimento de causa), Houaiss, define hino assim:
na liturgia cristã, cântico de louvor a Deus. Ao seu lado, o também ótimo Dicionário Etimológico da Nova Fronteira, de Antônio G. da Cunha, explica que tanto hino quanto cântico (do latim canticum) são um canto em honra à divindade.

E, a fim de dar um ponto final à discussão do que é hino, cântico, louvor, salmo, recorro ao Dicionário de Termos Literários (editora Cultrix), do professor de Literatura da USP, Massaud Moisés. Didaticamente, ele aclara o vocábulo:
tal como o hino, ode, salmo, o cântico resiste a uma conceituação precisa. Historicamente, principia por ser um canto religioso, em louvor a Deus. Embora conhecido de gregos e latinos, acabou por identificar-se com o rito cristão. Já no Velho Testamento, podem-se localizar vários espécimes, às vezes designados de salmos (como os de Davi). Tais espécimes são, por exemplo, o cântico de Moisés (Êxodo 15.1-19) e o de Davi (2 Samuel 22).

Repare que – para os ditos cultos evangélicos – cântico (isto é, o salmo da liturgia do culto conforme 1 Co 14.26), à luz da literatura e da língua, é uma ação de
louvor a Deus. Não é louvor aos homens, ou algo do gênero. De maneira nenhuma! É louvor dos homens, ou seja, dado pelos homens a Deus. É louvor a Deus! A Jesus Cristo! Ao Único Que é digno de receber a honra e a glória.
Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente, além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera, a esse glória na igreja, por Jesus Cristo, em todas as gerações, para todo o sempre. Amém! (Efésios 3.20).

O que entoamos na Casa de Deus é o verdadeiro louvor a Deus? Ou a homens? Para um confronto, é interessante você, leitor, verificar letras inteiras. Como nosso espaço, porém, não quer se fazer longo, julgamos suficiente destacar alguns versos de hinos e “hinos”.

“Ao nosso Criador, honra e glória tributemos; ao Nosso Salvador, mil louvores entoemos. E, ao Bom Consolador, honra e louvor demos também. Honra a Trindade para sempre. Amém!” Esse é o verdadeiro louvor a Deus ou aos homens? De quem é o destaque? Do Senhor! Glória a Jesus!

“Aguenta firme, não desista. Continue a lutar. As crises e as dores acontecem, mas chega uma hora aonde elas têm seu fim”. Isso é verdadeiro louvor a Deus ou aos homens? De quem é o destaque? Do homem; de você e você! Que Deus tenha misericórdia de nós!

“Como fez com Abraão, Deus também fará o mesmo por você, tome posse da vitória e crê, não precisa se preocupar, se Deus prometeu ele vai fazer. Deus tem promessas pra mim, Deus tem promessas pra você”. Isso é verdadeiro louvor a Deus ou aos homens? De quem é o destaque? Do homem; de você e você! Que Deus tenha misericórdia de nós!

“E vê que o passado ficou pra trás, pois Cristo na Cruz tudo já venceu. E saber que dele não lembra mais, Eu canto pra glória de Deus. Nenhuma condenação há Para quem está em Ti, Jesus, Cuja vida coberta está pelo sangue que verteu na cruz”. Esse é o verdadeiro louvor a Deus ou aos homens? De quem é o destaque? Do Senhor! Glória a Jesus!

Em resumo, só podemos chamar de hino, louvor, cântico - enfim, salmo - quando esse é a Deus (e portanto cantar), na Pessoa bendita de Jesus. Caso contrário, é mera canção, mesmo que um trecho se mostre verdadeiro louvor, o que denota meia verdade. E nós sabemos quem foi o primeiro a usar uma meia verdade. Que em Cristo, Deus o abençoe!

Na
sujeição à Palavra de Deus,

Artur Freire Ribeiro
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