31.7.10

Cuidado com a pele do manto de patriarca


                            A imprensa noticiou recentemente que um determinado “paipóstolo” agora recebeu “o manto de Patriarca” e, como tal, foi reconhecido por seus fiéis seguidores na sede da denominação e da rede de células que domina por este mundo afora.

                            Este fato é mais uma confirmação daquilo que o Senhor Jesus disse a Seus discípulos no monte das Oliveiras, por ocasião de Seu sermão escatológico, quando, antes de mais nada, disse para que os cristãos, nos últimos dias, não se deixassem enganar por “falsos cristos” (Mt.24:4,5).

                            Os “falsos cristos” a que o Senhor se refere não são tão somente as figuras caricatas e risíveis de pessoas que se dizem Jesus Cristo ou Sua reencarnação, como um que mora na Região Sul do Brasil, personagens que enganam algumas dezenas de incautos e igualmente caricatos seguidores.

                            Jesus fala-nos de pessoas que, nestes dias finais da dispensação da graça, se apresentariam como mediadores, intermediários da relação entre Deus e a Igreja, entre Deus e os homens, arrogando-se um papel que é única e exclusivamente de Jesus Cristo, que está assentado à direita de Deus, por ter sido o único a vencer o pecado e a morte, e que, por isso, tem condições de interceder pelos pecadores (Is.53:12; I Tm.2:5; Hb.8:6; 9:15; 12:24).

                            Dizer-se intermediário do relacionamento com Deus, ou com Cristo, é fazer-se um “falso cristo”, é assumir uma posição que é exclusiva d’Aquele que nunca pecou e morreu por nós.

                            Ao chamar-se “patriarca” e, portanto, assumir a postura de alguém através de quem vem a bênção ou, como afirma o aludido líder religioso, a unção da parte de Deus, estamos diante de um falso cristo, que se substitui indevidamente a Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

                            Muitos têm assim agido, escondendo-se em falsos ensinos como da “nova unção” ou da “paternidade espiritual”, que nada mais são do que a criação de uma “burocracia espiritual”, de “atravessadores” que se interpõem entre Cristo e a Sua Igreja, o que é totalmente antibíblico e deve ser repudiado por todos quantos desfrutam da comunhão com o Senhor.

                            Ao contrário do que ensina esta inovação do “patriarcado” surgida na altura da linha do Equador, as Escrituras mostram-nos que os patriarcas foram homens escolhidos por Deus para formar a nação de Israel, diante da rejeição a Deus proveniente da comunidade pós-diluviana, que alcançou seu apogeu no juízo de Babel.

                            Como toda sociedade se inicia pela família, sua célula vital, era natural que o Senhor, na formação de um povo, começasse por uma família, que, ao longo do tempo, se tornaria um clã, uma tribo e, posteriormente, um conjunto de tribos que, por fim, dariam nascimento a uma nova nação.

                            A começar de Abrão (Gn.12:1-3), todos os patriarcas tinham consciência de que eram instrumentos divinos para a construção de uma nação na qual adviria a posteridade, única como faz questão de ressaltar o apóstolo Paulo (Gl.3:16), na qual, e exclusivamente nela, se fariam benditas todas as famílias da terra (Gn.12:3).

                            Não é por outro motivo que o Evangelho segundo Mateus se inicia com a afirmação de que Jesus era filho de Abraão (Mt.1:1), precisamente para indicar que era a posteridade aguardada ansiosamente pela nação israelita.

                            Quando alguém diz ter recebido “o manto de Patriarca da parte de Deus”, está a fazer de Deus um mentiroso (I Jo.5:10), pois está a negar a Jesus Cristo a qualidade de único Mediador entre Deus e os homens, o próprio testemunho dado pelo Senhor Jesus. Afinal de contas, desde o início do ministério terreno, o Pai fez questão de ressaltar a exclusividade do Filho como interlocutor entre Deus e a humanidade (Mt.3:17; 17:5; Mc.1:11; 9:7; Lc.3:22; 9:35; Jo.12:28-30; II Pe.1:17).

                            Os patriarcas aguardavam a promessa da posteridade e o primeiro deles, Abraão, exultou por ver o dia de Cristo (Jo.8:56). Triste é vermos “patriarcas hodiernos” que se alegram em ver o seu próprio dia, que exultam na sua sede de poder, sendo piores que os cegos (Jo.9:40,41), porque, em sua incredulidade, não conseguem ver a luz do evangelho da glória de Cristo (II Co.4:4), contentando-se, tão somente, com a glória dos homens (Jo.12:43).

                            Com tais patriarcas, voltados para os seus mantos, não podemos nos enganar. Fujamos deles, pois temos já a posteridade, que nos traz bênção e não maldição (Gl.3:26-29), que nos concede a vida eterna e que nos levará daqui para as mansões celestiais muito breve (Jo.14:1-3).

                            Aos “patriarcas hodiernos”, enganadores e que têm prazer nos deleites cotidianos e nos seus enganos (II Pe.2:13), resta-nos, apenas, sugerir que, já que são “patriarcas”, aproveitem o título de “Patriarca do Ocidente” de que o atual Papa abdicou ao subir ao comando da Igreja Romana em 2005, pois o título está vago e disponível ao primeiro aventureiro que o queira tomar.

                            A propósito, também estão vagos os títulos papais de “líder do Reino Glorioso”, rejeitado desde João XXIII e de “Sua Santidade Nosso Senhor”, rejeitado desde Paulo VI. Como se vê, há ainda múltiplas alternativas para as excrescências dos falsos cristos de nossos dias.

                            Nós, porém, prosseguiremos servindo única e exclusivamente ao Senhor Jesus, a posteridade de Abraão, que conosco adentrará os portais eternos (Sl.24:9,10). Para isto, precisamos vigiar, pois o Senhor está muito próximo, como estão a indicar fatos como este.

 Caramuru Afonso Francisco
(Evangelista da Igreja Evangélica Assembleia de Deus – Ministério do Belém – sede e colaborador do Portal Escola Dominical.)

Série "Hino Mesmo": Primeiro amor, Carlinhos Félix





Primeiro Amor
 
Quero voltar ao início de tudo,
Encontrar-me contigo, Senhor.
Quero rever meus conceitos
E valores. Eu quero reconstruir.
Vou regressar ao caminho,
Vou ver as primeiras obras, Senhor.
Eu me arrependo, Senhor; me arrependo, Senhor; me arrependo, Senhor!


Eu quero voltar ao primeiro amor, ao primeiro amor, eu quero voltar a Deus!
Eu quero voltar ao primeiro amor, ao primeiro amor, eu quero voltar a Deus!

(2x)

30.7.10

Pessoas miseráveis, desagradáveis e fedidas! (1)

O texto de 1Co 15.19 nos diz que, “se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens”. A partir dele, é importante observar que não é errado, nem tampouco pecado esperar que Cristo nos abençoe nesta vida. A palavra que nos transmite esta ideia é “só”. Ou seja, podemos desejar que Jesus nos faça prosperar sobre a face da Terra. Isso não é algo anti-bíblico nem heresia.

O grande problema é desejar tão-somente o que é daqui. As coisas perecíveis, efêmeras não podem, de forma alguma, ocupar nossa mente. É, aliás, a recomendação paulina num dado momento de sua vida em que o apóstolo estava encarcerado (Cl 3.1,2). Antes de Paulo, ainda, quando o Senhor Jesus atravessara o mar, e a multidão, por meio de barcos, foi para Cafarnaum, farta de pão, Ele a exortou: “Trabalhai não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do Homem vos dará, porque a este o Pai, Deus, o selou” (Jo 6.22-27).

Vemos, de pronto, que miserável (ou infeliz) não é aquele que, segundo dicionários, é muito pobre, paupérrimo, destituído de recursos financeiros. Mas, biblicamente, miserável é o que se importa só com o que é terreal, breve, transitivo, variável, fugaz, finito. Se perguntamos a uma pessoa qualquer não serva do Senhor o que deseja para si, ela nos dirá que deseja ter saúde, fazer uma boa faculdade, ter um bom emprego, uma bela casa, um vida regalada, dinheiro para gastar, para viajar bastante e coisas afins.

O mal ocorre quando os que cristãos se dizem ser veem e esperam só essas mesmas coisas. Não estamos dizendo que não se deve planejar, almejar isso e aquilo. Não! Estamos afirmando que tudo isso é em segundo plano, em segundo lugar, quiçá em terceiro. Lembremo-nos das palavras de Jesus, quando ordenou “mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6.33).


Temos buscado as coisas celestiais? As que são do alto? Temos almejado a comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do Homem tem nos dado? Temos buscado que almas se convertam? Que Jesus Cristo batize com o Espírito Santo a nós? Temos buscado com zelo os dons espirituais? Temos orado por que o Senhor opere sinais e prodígios em nosso meio? Que Ele liberte as almas oprimidas pelo diabo? Que Ele cure os enfermos? Qual, afinal, tem sido a nossa oração?

É lastimável ver sedizentes cristãos se acotovelando em templos para ouvirem “voz profética”, “pregações ungidas”, cheias de ideias e conceitos voltados para esta vida debaixo do sol. É lastimável ver cristãos miseráveis. Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo desvendou, confrontando os fariseus, que “do que há em abundância no coração, disso fala a boca” (Mt 12.34).

É inadmissível, pois, aceitar como certa a prática de só se falar e esperar as coisas só nesta vida. Devemos ser bem-aventurados, e não miseráveis. Temos de buscar e pensar nas coisas que são de cima e não nas que são da terra. assim não seremos os mais miseráveis de todos os homens. Amém.

Pela busca constante a Jesus,

Artur Freire Ribeiro

28.7.10

Aborto, por Silas Malafaia




Série "Hino Mesmo": A cada passo, Feliciano Amaral






A Cada Passo - Feliciano Amaral

 

A cada passo que eu dou na vida,
é um degrau a mais que subo ao céu.
Em Cristo, tenho a melhor guarida;
e da morte não temo labéu.

Refrão
A cada passo, vou me aproximando
daquele lar que Cristo prometeu;
E, passo a passo, sigo caminhando
a cada instante mais perto de Deus!

Estou seguro em Suas mãos divinas
que me conduzirão ao santo lar.
Em Cristo, tenho a chave certa que abre
o portal da glória celestial.

A cada passo vou me aproximando....

Às vezes, sinto-me tão desolado
quando as tristezas vêm me assaltar.
Então, eu olho para o Mestre amado
que me diz: "Sê firme no avançar!"

A cada passo vou me aproximando...

27.7.10

Paulo e o bom uso da língua


Se, por um lado, muitos pregadores, ensinadores, blogueiros e cantores do meio evangélico se desleixam demais no que diz respeito ao uso da língua oficial, no caso nosso, a portuguesa, por outro, há os que querem parecer ser (e às vezes são) bastante eloquentes. Dessa forma, enquanto relapsos confundem ordens claras do Texto Sagrado com simples narrações, os que se consideram mais estudados usam e abusam de termos muitas vezes ininteligíveis, incompreensíveis a seus ouvintes e leitores.

Independentemente de seu caso, nobre leitor, isto é, se você se enquadra num desses dois lados, pense bem. A verdade é que ambos não passam de extremos. Uns por aí, na sublime tarefa de anunciar a mensagem de Deus para os corações, mostram-se sobremodo despreocupados com o jeito de falar ou cantar. Outros querem porque querem usar termos teológicos os quais a massa evangélica desconhece. Um dos resultados disso é as pessoas saírem dos templos e dos blogs sem serem atingidas.

O que fazer? A solução que vejo é seguir o exemplo de Paulo, visto que ele mesmo solicitou isso dos crentes, quando aconselhou que o imitássemos (1 Co 4.16; 11.1; Fp 3.17; 1 Ts 1.6), à semelhança do conselho dado pelo escritor aos Hebreus (Hb 6.12). Dirigindo-se aos diferentes públicos, o doutor dos gentios não se mostrou limitado. Pelo contrário, fez-nos perceber que, além de conhecimento grandioso, possuía vasta cultura. Certamente porque tinha sido criado aos pés de Gamaliel, conforme ele próprio esclareceu: “Quanto a mim, (...) criado nesta cidade aos pés de Gamaliel (...)” (At 22.3).

O que ele fez? Leiamos alguns versísculos de Atos 13.14-41 (O leitor leia todo o trecho), a fim de podermos seguir seu conselho. Primeiramente, ao pregar para judeus. Em seguida, para gregos:

“E, levantando-se Paulo e pedindo silêncio com a mão, disse: Varões israelitas e os que temeis a Deus, ouvi: 
O Deus deste povo de Israel escolheu a nossos pais e exaltou o povo, sendo eles estrangeiros na terra do Egito; e com braço poderoso o tirou dela; e suportou os seus costumes no deserto por espaço de quase quarenta anos. E, destruindo a sete nações na terra de Canaã, deu-lhes por sorte a terra deles. E, depois disto, por quase quatrocentos e cinquenta anos, lhes deu juízes, até ao profeta Samuel. E, depois, pediram um rei, e Deus lhes deu, por quarenta anos, a Saul, filho de Quis, varão da tribo de Benjamim. E, quando este foi retirado, lhes levantou como rei a Davi, ao qual também deu testemunho e disse: Achei a Davi, filho de Jessé, varão conforme o meu coração, (...) Varões irmãos, filhos da geração de Abraão, e os que dentre vós temem a Deus, (...)”


O segundo texto está em Atos 17.22-34 (para ser lido todo; neste artigo, somente alguns): “E, estando Paulo no meio do Areópago, disse: Varões atenienses, 
em tudo vos vejo um tanto supersticiosos; porque, passando eu e vendo os vossos santuários, achei também um altar em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Esse, pois, que vós honrais não o conhecendo é o que eu vos anuncio. (...) porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos, como também alguns dos vossos poetas disseram: Pois somos também sua geração (...)”.

Repare que a mensagem da cruz, visto que, sim, Paulo amava a mensagem da cruz e até morrer ele a proclamou, foi ministrada aos dois públicos: dos gregos e dos judeus. Para glória de Jesus Cristo, em ambas houve conversões de almas (At 13.48 e 17.34).

E o ponto que quero destacar, para que o leitor considere tão importante fato, é que Paulo 
adaptou sua linguagem tanto aos filhos de Abraão como aos helenos (veja os negritos nas referências). Não adiantaria de nada o apóstolo discursar para os judeus sobre superstição, certos poetas gregos, altar a deus desconhecido. Por quê? Esse assunto não diz respeito à cultura judaica, mas à helênica.

Portanto, não foi à toa que o mesmo Paulo, entre os israelitas, discorreu acerca do povo de Israel, do deserto em que esteve esse povo por espaço de quase quarenta anos; da destruição de sete nações na terra de Canaã, de juízes, de reis, de Saul e de Davi. Veja: tudo isso tinha a ver com aquele tipo de público. Isso quer dizer que Saulo, que também se chama Paulo, cheio do Espírito Santo (At 13.9), para eficazmente pregar o evangelho àqueles judeus, 
adequou seu discurso e de fato atingiu seu público. A consequência não foi outra, senão que “se alegraram e glorificavam a palavra do Senhor, e creram todos quantos estavam ordenados para a vida eterna” (13.48).

Paulo não se valeu de extremos, mas usou convenientemente seus conhecimentos e sua linguagem para, cheio do Espírito Santo, atingir seus ouvintes. É isso que precisamos fazer. Glória ao Senhor Jesus Cristo!

Pelo 
exemplo da Palavra,
Artur Freire Ribeiro
(Obs.: a imagem tem o nome Emanuel, respectivamente, em hebraico e grego. Foi retirada do site "Nome de Deus")

6.7.10

De olho no voto: a ação política do cristão



Muito se tem falado sobre o crente e a política, havendo desde posições que consideram o envolvimento do cristão com a política como o próprio desvio espiritual até posições que imiscuem, sem qualquer cerimônia, as igrejas locais em embates político-partidários. Nem uma nem outra posição encontram qualquer respaldo bíblico.

Afinal, como o cristão deve se comportar em relação à política?

Leia em: VOSBI




                                                                                            

5.7.10

Quem aprova e quem reprova a tatuagem - uma longa resposta (que DESCONSTRÓI argumentos dos defensores dela)

Queremos com este texto responder a algumas dúvidas sobre um dos artigos que escrevemos. Na verdade, a discussão em torno do assunto (uso da tatuagem pelos cristãos) vem de longa data, mas agora é que pudemos formar uma resposta.

 

Segue-se que inicialmente comentamos uma réplica exposta na Internet a um dos nossos artigos e em seguida mostramos ao lado de quem estamos ao apoiarmos  a tatuagem ou deixarmos de fazê-lo.

 

Que finalizada a leitura do texto e conferidas a referências bíblicas todos que ainda têm dúvida sobre o assunto saiam discernindo que biblicamente, o cristão não deve usar tatuagem.

 

COMENTÁRIO SOBRE RESPOSTA DADA AO NOSSO ARTIGO ANTERIOR

No início de seu texto, o irmão nos acusa de nos contradizermos, simplesmente porque o chamamos de “sedizente” cristão e, ao mesmo tempo, afirmamos que nada temos contra ele. Ora, desde quando afirmar isso é contradizer-se? Respeitamos sempre o irmão. Tanto é que nem seu nome citamos, a fim de preservá-lo. A palavra sedizente significa “aquele que diz ser algo” e não “aquele que diz ser algo mas não o é”. Estamos tratando virtualmente, por enquanto. Os frutos do amado é que comprovarão se de sedizente passa a ser “praticante” cristão. Estamos curiosos para saber onde houve contradição, desrespeito...

Em seguida, o nobre irmão nos dá sinais claros, ele, sim, de contradição (risos). Por quê? Pelo motivo de se dizer tradutor e nos perguntar: “aliás, por que você desnecessariamente conjuga os verbos em primeira pessoa quando escreve?”. De fato, risível. Qualquer bom aluno nosso, a quem lecionamos redação, sabe que usar a primeira pessoa (tanto faz singular (eu) ou plural (nós); ambos são em primeira) torna o texto pessoal, ao passo que escrever na terceira, impessoal. Inclusive o próprio editor de blog defensor da tatuagem escreve em primeira pessoa; a única diferença é que usa o singular; e nós, plural. Triste.

Isso vai até que o “Desconstrutor”, dando prosseguimento à própria contradição, vem afirmar que estamos a usar o “Argumento do espantalho”, mostrando que ele marginaliza sua real significação, afinal de contas ele o define como “a ação de criar uma imagem distorcida (para menor) daquilo que se quer refutar e então ‘refutá-la’”. Havíamos dito que o nobre irmão se baseara na ideia de a tatuagem não ter uma origem recente – como alguns pensam –, mas que ela vem desde primórdios. A isso, respondeu ele em sua primeira resposta ao nosso comentário acerca de seu texto; foi ele quem disse: “eu não apoio meu argumento no fato de que a tatuagem é algo antigo. Não. Meu argumento é: a Bíblia NÃO CONDENA a tatuagem. Simples assim”. Onde ele se baseia? De quem é a contradição? Lamentável.

Na continuação de sua réplica, o irmão assevera que preferências não mudam... Hum. Isso merece uma reflexão; contudo não a faremos. Diz ele “Eu defendo que nossa expressão deve ser dar conforme nossa preferência, pois isto para mim é algo um tanto óbvio. Preferências simplesmente não mudam – elas existem ou não” (sic). Aliás, diz ele em PRIMEIRA pessoa (mas isso não vem ao caso). Ele precisa lembrar Lc 14.33. Sofrível.

Falando, então, de gosto, o “brother” diz: “Fazemos em nosso dia a dia várias coisas que nos agradam (como mascar chicletes) que, em suma, não contradizem ordenança alguma de Deus”. Ingênuo. “A questão é, se o ato em questão que agrada o ser humano é aprovado ou proibido por Deus. Na questão da tatuagem, porém, não há qualquer menção na Bíblia”. Nesse ponto, basta uma frase de um irmão, cujos bons e positivos frutos são evidentes: “Se tudo o que ela aparentemente não condenasse de modo explícito ou textualmente fosse permitido, não haveria limites para pecar!” ((grifo nosso) ZIBORDI, Ciro Sanches. Observar princípios bíblicos não é ser legalista. Publicado em: 10.11.2009. Disponível em http://cirozibordi.blogspot.com/2009/10/observar-principios-biblicos-nao-e-ser.html Data de acesso: 29.1.2010).

Na sequenciação de sua “biblicíssima” defesa, o blogueiro demonstrava não ter se preparado muito para escrever, visto que cometeu um erro crasso, qual seja, tirou nossa frase do contexto e afirmou ser ela duvidosa. Desta forma: “(...) você faz uma afirmação duvidosa, a saber: ‘SÓ ESTÁ CERTO O QUE A BÍBLIA DIZ QUE ESTÁ CERTO’”. Como não bastasse, o Lelei comete erro de extrapolação. Ora, no momento em que asseveramos que está escorreito apenas o que as Escrituras afirmam estar, corrigíamos um outro erro do prezado – o que é perfeitamente adequado no contexto onde surge nossa frase.

No que toca à exclusividade, o irmão a interpreta aboleimadamente, vez que não raciocinou que nossa OFERTA, e falamos tão somente dela, deve ser exclusiva a Deus. Só passamos a falar de exclusividade quando o querido “achou” que o Espírito Santo exulta ao ver alguém tatuado em louvor a Deus. Sabemos que a tatoo não é unicamente para Deus; só por essa pequena razão já não serve para Ele.

Como que querendo se valer do adágio “Os fins justificam os meios”, o estimado irmão assegura termos errado ao “confundirmos” meio com fim. Diz, então que “qualquer estilo musical é um ‘meio’, e os meios em si não são bons ou ruins”. Lamentamos ter que dizer isto, mas é a mais pura verdade: o irmão se mostra como um inexperiente. Qualquer estudante de ensino fundamental consegue descobrir (caso pesquise seriamente) que os “meios” rock, samba, rap provêm do meio do que não louva a Deus.

Quando aconselhamos que deixássemos qualquer ideia sobre a tatuagem, chegou a nos causar tristeza e dó ter lido do irmão: “Eu não entendi o que você quis dizer, pois, em suma, tatuagem não se abandona”... Como poderíamos chegar a uma conclusão do assunto, se o amado nem sequer consegue ler os implícitos, os ditos e os não ditos?...

Para piorar ainda mais, veio a nossa mente aquela birra de uma criança que diz para outra algo como: “Sei andar de bicicleta!”; “Eu também seeei”; “Você não sabe”; “Eu sei, siiiim”... e ficam nisso. Veio isso pela frase dele: “E mais, se por um lado você pode apresentar pastores que corroboram o que você diz, por outro lado eu também posso apresentar pastores que sustentam a minha opinião”... como se estivéssemos disputando cabo de força... Lamentável dose dupla. Nosso interesse é bem claro: defender não nossas preferências, gostos, interesses, mas honrar a Bíblia!

Citando, mais tarde, o caso de “não convém” que não é “pecado” de 1Co 8, vemos também no texto em tela que se trata de um risco comer tais alimentos. Da mesma forma, se encarado como válido esse pensamento, é a questão da tatuagem. Por que, pois, correr o risco de escândalo? Por vaidade, gosto, preferência? Onde vemos Jesus Cristo com uma prática semelhante? Reflitamos todos nós!

Então volta a cena a contradição do “Desconstrutor” (sim, embora atualmente seu blog tenha seu nome, antes ele gostava de ficar “Desconstruindo”). Na réplica afirma como que se esquecendo: “Eu não disse que o papel é pecaminoso”. Porém, alguns dias antes dessa mesma afirmação, respondendo a um comentário nosso (está em seu blog; é só ver), ele nos dizia sem titubear : “(...) então não podemos imprimir a Bíblia em uma substância tão pecaminosa igual o papel”. E mais: “por que imprimi-mos a Bíblia nesta substância tão blasfema?” (sic). Esquecível.

É, nobre, achamos que estão incoerentes demais suas ideias. Vai certamente ter dificuldades em se explicar. Mas não queremos explicação. Queremos unicamente que a Palavra de Deus prevaleça sobre nossa vontade. E louvamos a Deus que sobre a nossa (i.e. deste editor) isso já tem ocorrido!

Nesta primeira parte, procuramos apenas responder a algumas dúvidas do ilustre sedizente tradutor e sedizente cristão. Que fique claro que, apesar de o Senhor não julgar pela aparência, Ele valoriza o exterior (1 Ts 5.23). Por essa causa, devemos dele cuidar, NÃO DESCONSTRUINDO (ops! DESTRUINDO) nossos corpos, mas EDIFICANDO. Isso, então, servirá também de adoração, haja vista que o corpo será a Ele exclusivo!


Vejamos agora quem aprova o uso da tatuagem e depois quem o reprova:

QUEM APROVA O USO DA TATUAGEM

Podemos dizer, em síntese, que as pessoas sedizentes cristãs apoiadoras da tatuagem são neopentecostais, como vemos no site http://www.igospel.com.br/2005/materia/tatuados/home.php .

Ainda no perfil de apoiadores do uso da tatuagem estão certos sedizentes pastores e cantores que não têm qualquer compromisso com a Palavra de Deus; na maioria dos casos, trata-se de pessoas enquadradas em 2 Tm 4.3,4.

Também estão dentre aqueles que a defendem as pessoas que não compreendem bem as Escrituras por razões várias: falta de leitura, de estudo etc. São de alguma forma pessoas biblicamente ignorantes, destituídas de habilidade de interpretação.

Geralmente a faixa etária engloba a juventude, mas há pessoas mais velhas, descomprometidas com o texto bíblico, que aderem à tatuagem, o que é lamentável e terrível, pois em ambos os casos o que vemos é um menosprezo ao Texto Bíblico.

QUEM REPROVA O USO DA TATUAGEM


Ciro Sanches Zibordi, pastor. De vários de seus escritos, lemos.

- “expor tatuagens como as das fotos acima têm alguma relação com o que o Senhor Jesus Cristo disse em Mateus 5.11-16?” (http://cirozibordi.blogspot.com/2007/05/renascer-at-morte.html)

- “É interessante como muitos estão enganados, pensando que o evangelho, para ser aceito, precisa ser agradável. Segundo a Bíblia, somos convocados a pregar uma mensagem confrontadora e até ofensiva, e não agradável ou adaptável aos padrões mundanos.

Cristo é uma pedra de tropeço e rocha de escândalo (Rm 9.33; 1 Pe 2.8). E a mensagem da cruz é loucura para os incrédulos (1 Co 1.23). Por que o apóstolo Paulo escreveu: “não me envergonho do evangelho de Cristo”, em Romanos 1.16? Porque há muitos cristãos (cristãos?) envergonhados do evangelho, que preferem torná-lo mais “amigável” (Mt 10.32,33; Ap 21.8).” ((grifo nosso) http://cirozibordi.blogspot.com/2009/03/vale-tudo-na-evangelizacao.html).

“ser cristão implica renúncia ao “eu”, à própria vontade. Quem segue a Cristo deve ou não abandonar efemeridades como tatuagem, piercing, etc.? Segundo, vida cristã implica não amar o mundo nem o que nele há, tampouco conformar-se com a sua filosofia. E “mundo” aqui denota “o modo de viver das pessoas ímpias” ou “o sistema dominado por Satanás”. A tatuagem é própria desse mundo que tem o Diabo como príncipe.” ((grifo nosso) http://pastorciroresponde.blogspot.com/2009/01/pecado-fazer-tatuagem.html)

Você já percebeu como muitos jovens cristãos preenchem os seus vazios com elementos do mundo? Estimulados por líderes sem compromisso com a Palavra de Deus — os quais negociam o inegociável —, identificam-se mais e mais com os padrões mundanos (Rm 12.1,2; 1 Jo 2.14-17). O que o torna diferente da juventude descrente, caro jovem? Piercing? Tatuagem? Dança? Visual descolado? Shows? Baladas gospel? Estilos musicais como rap?” ((grifo nosso) http://cirozibordi.blogspot.com/2007/08/volte-jovem-volte.html)

“(No céu, com o Senhor) tenho certeza de que também não veremos pessoas com cabelos eriçados, braceletes, coturnos, camisetas pretas com a estampa da “banda” preferida, tatuagens e piercing; tampouco louvaremos a Deus em heavy metal ou funk. Muitos têm argumentado que a igreja tem de ser “pra frente”, pois tudo evolui, e não podemos ficar cantando os mesmos hinos do passado. No entanto, foi exatamente isso que aconteceu nos dias do rei Ezequias, como se lê em 2 Crônicas 29.27,30” ((grifo nosso) http://cirozibordi.blogspot.com/2008/06/msica-no-culto-ou-culto-msica-7.html)

Ser luz é usar tatuagem? E ser sal tem a ver com imagens no corpo? Ah, é; o texto nada fala de tatuagem... que “pena”! Talvez por isso muitos não entendem.... Como vemos, Paulo sabia que havia muitos sedizentes cristãos que se envergonhavam do Evangelho. Graças a Deus que não somos assim. Cremos que o prezado também não o seja.

Wagner Antonio de Araújo (pastor da Igreja Batista Boas Novas de Osasco, SP, a qual fica na Av. Internacional, 592 - Jardim Santo Antonio. CEP: 06126-000 - Osasco - SP – Brasil e a qual pode ser vista em www.uniaonet.com/bnovas.htm)

“Ainda sou do tempo em que os crentes não tinham imagens em suas casas, em seus carros ou como adereços de seus corpos. Nós não tatuávamos os nossos corpos e nem colocávamos "piercings" em nossa pele. Críamos que os nossos corpos eram sacrifícios ao Senhor, e que não nos era lícito maculá-los com os sinais de um mundo decadente, um deus mundano e uma cultura corrompida. Dizíamos que tatuar o corpo era pecado. Não tínhamos objetos de culto em nossas igrejas. Aliás, esse era um de nossos diferenciais: nós éramos aqueles que não admitiam imagens em lugar algum. Mas hoje é diferente. (...) Hoje os crentes tatuam as suas peles, mesmo sabendo que a Bíblia condena o uso de símbolos e marcas no corpo de quem se consagra a Deus. Criamos nossos próprios símbolos, nossos próprios estigmas e nossas próprias tribos. Hoje há denominações que dão opções de símbolos para que seus jovens se tatuem. O "piercing" deixou de ser pecado, e passou a ser "fashion", e está pendurado na pele flácida de roqueiros evangélicos e "levitas" das igrejas, maculando a pureza de um corpo dedicado ao Deus libertador. Mulheres há que enchem seus umbigos e outras partes de pequenas ferragens, repletas de vaidade e erotismo mundano, destruindo, assim, qualquer padrão cristão de consagração corporal. Meninos tingem seus cabelos de laranja, e mocinhas destroem seus rostos com produtos, pois agora todo mundo faz, e "Deus não olha a aparência". (Ainda bem, pois se olhasse, teria ânsia de vômito...)”. ((grifo nosso) Esse texto está disponível em http://cirozibordi.blogspot.com/2008/08/eu-tambm-ainda-sou-desse-tempo.html)


Mario Persona

“Pelo sentido, as tatuagens tinham sua origem nos cultos pagãos. Acho que a pergunta hoje não é se um cristão pode fazer tatuagens, mas se o Senhor as faria e com qual objetivo. Será para a glória de Deus?”. ((grifo nosso) Publicado em junho de 1998. Acesso em 30.1.10. PERSONA, Mario. O cristão pode fazer tatuagem? Blog O que respondi http://www.respondi.com.br/2005/06/o-cristo-pode-fazer-tatuagem.html)

Certamente que não!

Rev. Ashbell Simonton Rédua (pastor da Igreja Presbiteriana do Sinai em Niterói-RJ)

No belo texto de Ashbell, o autor, embora não trate exclusivamente de tatuagem, compara-a com algo ruim, negativo, em mais uma prova de que cristãos sérios não aprovam o uso de tatuagem.

“Se por um lado a decepção foi grande, a oportunidade foi maior, oportunidade de aprender o que significa ser filho de pastor, e isto foi maravilhoso! Olha que por causa dessas cobranças passei 9 anos com rancor no meu coração, inconformado por ser filho de Pastor, isto era um estigma, uma tatuagem, algo que marcava a minha vida, que me sufocava, que escasseava os meus dias. Claro que um dia eu e meu pai nos reconciliamos, porque descobri que Jesus também me perdoa e que papai não é diferente de mim, ele só era “pastor”, como também sou apenas “filho de pastor”, sem nome, sem endereço, sem personalidade, apenas filho de pastor. No início não foi fácil. Afinal a família do pastor é quase que pastor também, pelo menos é assim que a igreja nos vêem. As lutas eram nossas, as orações, as dificuldades também! Amo meu pai agora mais do que nunca, apesar da tremenda saudade que sinto do pai-pastor (in memoriam). Hoje oro pelos pais-pastores e pelos filhos-pastores, faço isto diariamente como homem, como pastor, como pai e como filho de Deus.

((grifo nosso) Disponível no site da Convenção Batista Independente - Brasil http://www.cibi.org.br/umbi/artigos/411-filhopastor.html)


Hernandes Dias Lopes (Fez o seu curso de Bacharel em Teologia no Seminário Presbiteriano do Sul em Campinas-SP no período de 1978 a 1981 e o seu Doutorado em Ministério no Reformed Theological Seminary, em Jackson, Mississippi, nos Estados Unidos no período de 2000 a 2001. Foi pastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Bragança Paulista no período de 1982 a 1984 e desde 1985 é o pastor titular da Primeira Igreja Presbiteriana de Vitória-IPB. É conferencista e escritor, com mais de 80obras.)


“Daniel era radical na sua posição. Não estava aberto a mudanças. Fidelidade a Deus era inegociável para ele. Mas hoje muitos jovens estão se contaminando. Namoros, roupas, jovens de brinco, piercings, tatuagens. Exemplo: O jovem ferido que blasfemava e tinha uma tatuagem de Cristo no peito. Seu Cristo estava apenas do lado de fora.” ((grifo nosso) Coragem para Ser Diferente. Publicado em 28.5.2004. Data de acesso: 14.1.2010. Disponível em http://www.hernandesdiaslopes.com.br/?area=show&registro=327)



Reverendo Augustus Nicodemus (Pastor presbiteriano (IPB), mestre e doutor em Interpretação Bíblica (África do Sul, Estados Unidos e Holanda), chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie, professor de exegese, Bíblia, pregação expositiva no Centro Presbiteriano de Pós Graduação Andrew Jumper, da IPB, autor de vários livros.)

No texto a seguir, o autor responde a um comentário de um leitor de seus textos do blog para o qual escreve. Nessa resposta, ele deixa transparecer sua opinião contrária a tatuagens e a músicas que não servem de louvor a Deus.

 “Sobre a música, faço a distinção entre música cristã e música para o culto cristão. Nem toda música cristã serve para o culto cristão. Eu mesmo gosto de rock, bossa nova, blues, mas entendo que estes ritmos não são apropriados para o culto”.”Sobre piercing, tatuagem e brincos, creio que são coisas secundárias, e como tal, devem ser reguladas pelo amor. Caso usar estas coisas vá causar desconforto, transtornos e polêmicas, o jovem deveria ter maturidade suficiente para se abster delas, já que o Reino de Deus não é feito delas.” ((grifo nosso) http://tempora-mores.blogspot.com/2009/09/vale-tudo-para-encher-as-igrejas.html e http://www.pulpitocristao.com/2009/03/neopentecostalismo-entrevista-com.html)

Desejamos agora apresentar a opinião de denominações (até mesmo seitas – o que prova que têm pelo menos bom senso, de cuja falta alguns sedizentes cristãos padecem). O melhor de tudo: todas são contrárias ao uso de tatuagem.

Testemunhas de Jeová.

“Muitos já se arrependeram de ter feito mudanças permanentes na aparência. ‘Eu fiz uma tatuagem antes de conhecer a Jeová’, relata Amy. ‘Tento mantê-la escondida. Quando alguém na congregação a vê por acaso, fico constrangida.’ Qual é o ponto, então? É melhor pensar antes de se tatuar. Não tome nenhuma decisão da qual se arrependerá depois” ((grifo nosso) http://www.watchtower.org/t/20030922a/article_01.htm)


CATOLICISMO ROMANO

“Sobre as tatuagens, a medicina não a recomenda, pelo fato de serem quase irreversíveis e prejudiciais no campo da saúde.

No campo social note que são muito usadas por jovens ligados à música pesada, crime, violência, drogas, etc. Isto não parece bom. Muitas vezes são pactos, consagrações, que são celebradas até com as forças do mal e das trevas. Aí então, piorou. A Bíblia diz o seguinte:

”Os sacerdotes não rasparão a cabeça, nem os lados de sua barba, e não farão incisões em sua carne”. (Lv 21, 5)

”Não fareis incisões na vossa carne por um morto, nem fareis figura alguma no vosso corpo. Eu sou o Senhor”. (Lv 19,28)

”Vós sois os filhos do Senhor, vosso Deus. Não vos fareis incisões, e não cortareis o cabelo pela frente em honra de um morto”. (Dt 14, 1)

As tatuagens têm sua origem no mundo das magias e do esoterismo. A magia é uma artimanha que pretende forçar poderes superiores ou a própria Divindade a agir segundo a intenção do mago, e só ele, conheceria os meios para tal.

É claro que isto ofende a Deus. A magia é uma caricatura da religião, pois coloca o homem (mago, bruxa, feiticeiro, necromante, cartomante, pagé, etc.) acima de Deus, que ele quer controlar com os seus encantamentos”.

Felipe Aquino (felipeaquino@cancaonova.com . Prof. Felipe Aquino, casado, 5 filhos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de Aprofundamentos no país e no exterior, já escreveu 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Trocando Idéias". Saiba mais em Blog do Professor FelipeSite do autor:www.cleofas.com.br ((grifo nosso) AQUINO, Felipe. Podemos usar tatuagem? Publicado em 25.7.2002. Data de acesso: 5.7.2010. Disponível em http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?id=&e=1406)

Outra opinião de católicos bem instruído

“Essa questão das tatuagens e piercings está incluída no problema mais geral da liceidade dos adornos, ainda que, em alguns casos isso se aproxima do problema da mutilação.

São Tomás de Aquino trata da questão dos adornos legítimos na Suma Teológica perguntando:

"Se acerca do ornato exterior pode haver virtude ou vício"

 Usar adornos é legítimo. Mas pode se tornar ilegítimo por duas razões:

    a) Por contrariar os costumes legítimos de uma sociedade;
    b) Por falta de moderação, quer seja por afeto desordenado, ou por intenção libidinosa.

Para fundamentar sua exposição, São Tomás cita Santo Agostinho, que ensinou:

‘No uso das coisas, não deve intervir a paixão impura, que não só abusa descaradamente do costume daqueles entre os quais se vive, senão que, com frequência, rompendo todo dique, faz conhecer, com cínico descaramento, sua torpeza, ocultada antes sob o véu dos costumes autorizados’.

Note-se a importância que São Tomás e Santo Agostinho dão aos costumes de uma sociedade, mostrando que contrariar os costumes tradicionais legítimos pode ser causa de pecado.
 A paixão pode ser desordenada por três razões:
   
    1) Por vanglória e ostentação. Isto é, a paixão buscado pelo luxo excessivo dos vestidos e de adornos. O que vai contra a humildade.
    2) Pela busca de prazeres do corpo, porque os adornos imoderados podem causar atração para o pecado. O que vai contra a virtude da temperança e da moderação.
    3) Por excessiva preocupação com as vestimentas. O que vai contra a virtude da simplicidade.
 (...)
    Desses textos de São Tomás se conclui que pode haver pecado no uso de adornos por quatro razões:
     1) Por excesso de adornos;
    2) Por uso de adornos com intenção impura;
    3) Por contrariar os costumes legítimos de um povo, causando escândalo.
    4) Pelo uso de adornos que sejam símbolo de pecado (Caso citado da meretriz que usa adornos -- típicos em cada sociedade -- da prostituição). Um símbolo pode ser então pecaminoso.
    5) Poder-se-ia também acrescentar que, pelo menos em certos casos, o uso destes supostos elementos de "adorno" vise manifestar o repúdio explícito da ordem natural, na estética ou um ódio à própria beleza -- como ocorre com certos adeptos da Arte Moderna -- querendo proclamar a liceidade de uma  tendência desregrada, e até doentia de amor pela desordem, o que seria muito mais grave.
    
Apliquemos, agora, esses princípios à questão das tatuagens e piercings.

Estes dois tipos de adornos têm um caráter particular, porque afetam de modo mais ou menos definitivo, e de modo mais ou menos excessivo, a própria integridade do corpo humano, que deve ser respeitado por ser templo de Deus.

Evidentemente, mutilar o corpo sem razão vital ou pelo menos bem séria -- [caso das operações necessárias para salvar a vida] --  é sempre pecado grave.

(...) é preciso ressaltar que muitas tatuagens e muitos piercings são escandalosos, por suas imagens ou por seu desejo de vanglória escandalosa.

Ademais uma tatuagem é símbolo de selvageria. Somente povos ditos primitivos as usam. Na medida em que as tatuagens contrariam os costumes civilizados e cristãos, elas são ilícitas.

Os símbolos podem ter uma importância muito grave,  pois "símbolos são o inteligível no sensível", segundo a esplêndida definição do pseudo Dionísio. Uma tatuagem, ou um piercing pode conter, então, um símbolo, uma ideia. E sempre a tatuagem e o piercing simbolizam a rebelião contra os costumes imemoriais da civilização cristã. Nesse sentido, eles são sempre maus e ilícitos. Evidentemente, a gravidade dessa ilicitude depende do conhecimento e da intenção de quem usa tais "adornos".
(...)
Que usar um símbolo mau pode ser pecado, se tem prova na conhecida saudação marxista de levantar a mão com o punho fechado, ou na saudação nazista da mão erguida espalmada. Durante os anos da Guerra Civil Espanhola, bastava um Padre levantar a mão com o punho cerrado, fazendo a saudação comunista, que lhe seria poupada a vida. Recusando fazer esse gesto simbólico de aceitação do comunismo, o padre seria fuzilado.

Também durante as perseguições romanas, bastava aos cristãos colocarem um grão de incenso no fogo diante de um ídolo, para que o cristão fosse poupado do martírio. E a  Igreja condenava como apóstatas quem tal fizesse. Como a Igreja condenava com excomunhão os cristãos que, sem queimar um grão de incenso diante de um ídolo, pagavam para que seu nome fosse colocado na lista dos incensadores, sem ter realizado esse símbolo de idolatria.

Portanto, usar tatuagens e piercings, para, consciente e voluntariamente, violar os costumes da civilização cristã é também pecado.

Daí, constar na Sagrada Escritura a condenação do uso de tatuagens e de incisões na carne:

‘Não fareis incisões na vossa carne por causa de algum morto, nem fareis figuras algumas ou sinais sobre o vosso corpo’ (Lv 19.28).

Note-se que a Sagrada Escritura dá um motivo de condenação do fazer incisões no corpo: "por causa de algum morto", isto é, a Bíblia condena como ilícitas as incisões corporais que eram símbolo de crença religiosa. Da mesma forma, é ilícita a incisão que simbolize revolta contra os costumes da civilização cristã, ou incisões que sejam graves por suas dimensões, sem motivos sérios, e que, por isso mesmo, são mais escandalosas.

(...)

"Não comereis nada com sangue. Não usareis de agouros, nem observareis os sonhos. Não cortareis o cabelo em redondo, nem rapareis a barba. Não fareis incisões  na vossa carne, por causa de algum morto, nem fareis  figura alguma ou sinais sobre o vosso corpo. Eu sou o Senhor" (Lv 19.26-29)

Argumentava então alguém, preocupado em aprovar as tatuagens e piercings, que se valesse até hoje a proibição de fazer tais coisas, seria também proibido, hoje, cortar cabelo em redondo, ou mesmo cortar a barba, o que evidentemente seria um absurdo.

Nesse conjunto de proibições, algumas são ilícitas, por si mesmas, por violarem a ordem natural por meio de superstições ou atos irracionais: por exemplo, admitir os agouros e examinar sonhos como se fossem revelações divinas.

Outras eram proibições por seus símbolos morais: comer carne com sangue, pois o sangue era símbolo da vida, e comer sangue significava destruir a vida de outro homem para proveito próprio.

Outros eram símbolos religiosos, como o fazer incisões próprias do culto dos mortos dos pagãos, ou cortar  o cabelo em redondo,  raspar a barba, ou fazer tatuagens.

As tatuagens e piercings praticados atualmente por tantas pessoas, além de violarem de modo mais ou menos grave a integridade do corpo por pura vaidade, e de serem mais ou menos escandalosos, são símbolo da revolta contra os costumes da civilização cristã, adotando símbolos de selvagens. Nisso há um repúdio mais ou menos explícito dos costumes (...). E como disseram São Tomás e Santo Agostinho violar costumes tradicionais, e de modo escandaloso, é pecado”. (FEDELI, Orlando. Tatuagens e piercings. Publicado em 1.5.2005. Data de acesso: 14.1.2010. Disponível em
http://www.montfort.org.br/index.php?secao=cartas&subsecao=doutrina&artigo=20050629143633&lang=bra)


ADVENTISTAS DO SÉTIMO DIA

“A prática de fazer cortes e pinturas no próprio corpo (tatuagens) era parte dos costumes pagãos influenciados por falsas religiões e falsos deuses.

A tatuagem era praticada como forma de idolatria, com figuras e/ou palavras sagradas nos adoradores pagãos. Era uma forma de dedicar-se como um todo àquele deus!

Deus pede para dedicar nosso corpo (que na verdade é de Deus – o templo do Espírito Santo) somente a Ele. Qualquer tipo de mutilação, furos (piercing – brincos), figuras ou palavras tatuadas são uma forma de idolatria, e transgride o primeiro mandamento.
(...)
Deus está purificando um povo para entrar na nova Jerusalém, qual será sua decisão? Para qual Deus você dedicará o seu corpo e sua vida?” (Pr. RAVEM, Yuri. Posição Bíblica Sobre Piercing e Tatuagem. Publicado em 11.8.2009. Data de acesso: 14.1.2010. Disponível em http://www.novotempo.org.br/advir/?p=2139)

Está lembrado da exclusividade, nobre irmão? Que Deus o ilumine e você possa reconhecer o que realmente diz Sua palavra!

JUDAÍSMO MESSIÂNICO

“Muitos possuem (tatuagem e piercings) por modismo, para serem aceitos em determinado grupo, para se destacarem de alguma forma ou simplesmente por gosto pessoal. Ou seja, motivos não faltam.

Mas o que as escrituras hebraicas nos dizem a respeito dessa prática? Um israelita pode se utilizar deles?

Mas tal atitude é contrária as normas da Torah, não só por ser uma violação das leis de manutenção do corpo, que proíbe a mutilação física, como também trata-se de rituais de prática idólatra, e os israelitas devem se desvincular radicalmente desses ritos pagãos.

Tal proibição é expressa na Torah em Vayicrá/Levítico 19:28: "E não fareis em vossa carne incisões por um morto, e não poreis em vós escrita de tatuagem - Eu sou O Eterno!".

Como se pode perceber existe uma proibição taxativa em relação a tatuagem, e os israelitas não devem se utilizar dela. Na realidade, a proibição é extensiva a qualquer tipo de mutilação corporal ou auto-ferimento, mesmo que esta seja mínima, como é o caso do piercing.

O uso do piercing e da tatuagem acabam provocando um sofrimento extra e completamente desnecessário, sendo ambos, nada mais que uma agressão contra o corpo.

O corpo não é de nossa propriedade, mas sim uma obra perfeita do Eterno, dessa forma, deve ser preservado intacto.

Informações importantes
Judeus que possuem o seu braço tatuado pelos nazistas com uma numeração, estes não devem removê-la. Neste caso, foram vítimas e sendo forçados a isso”. (Tatuagem, Piercing e Brincos. Data de acesso: 14.1.2010. Disponível em http://www.judaismomessianico.net/tatuagempiercing.htm)


CACP (Centro Apologético Cristão de Pesquisas)


“O CRISTÃO DEVE USAR PIERCING OU TATUAGEM? O pluralismo corrói insidiosamente o cristianismo. Para muitos o piercing e a tatuagem é apenas uma questão cultural. Entretanto, “o Evangelho nunca é o hóspede da cultura; ele é sempre seu juiz e redentor,” pois parte dela é demoníaca. O cristão está na contra­mão (Tg 4.4; 1 J0 2.15; Rm 12.1-2). Que prática você deve rejeitar?

1. Se traz escândalo ou fere a consciência alheia (Mt 18.7; Rm 14.21)
2. Se deforma a dignidade humana (II Cor 4.2;Cl 3.17; 1 Cor 6.12)
3. Se a natureza da prática dá lugar à carne, envolve magia, ocultismo, idolatria, exploração, malignidade (Gl 5.13;Cl 3.17;IPd 1.14-25)
4. Se apresenta alguma aparência do mal (1 Ts 5.22; Ef 5.8; Mt 5.13-16)
5. Se viola a autoridade dos pais, pastor, governo (Rm 13.2; Tt 1.9-10)
6. Se traz dúvidas ao coração ou à consciência (Rm 14.22; 1 Jo 3.20)
7. Se não traz edificação ou a glória de Deus (1 Cor 6.19-20; 10.23)

Para J.R. Stott “somos diferentes de tudo no mundo que não é cristão e esta contra-cultura cristã é a vida do Reino de Deus.” Por fim, H.R. Niebuhr apresenta Cristo como o transformador da cultura.
(...)
A realidade virtual explorada nos veículos cul­turais (TV internet, cinema e a arte), comandada por inteligência artificial transformou-se na própria cultura. Dita a moda, valores e padrão de vida, aversos a Deus. As perguntas abaixo guiarão você:

1. Isto prejudicará outros ou fará mal ao meu corpo? (1 Cor 8.9-13)
2. Em meu lugar, o que faria Jesus? (1 Pd 2.21;I Jo 2.6;C1 2.6;Jo 13.15)
3. Posso testemunhar da minha fé enquanto faço isso? (1 Pd 3.15)
4. Minha consciência terá paz se eu fizer assim? (I Tm 1.19;I Jo 3.10)
5. Meu pastor (verdadeiramente seguidor de Jesus de Sua palavra, observação nossa) está de acordo com essa atitude? (Hb 13.7,17; Rm 13.2)”
(O simbolismo e os perigos do piercing e da tatuagem. Data de acesso: 14.1.2010. Publicado em 9.8.2007. Disponível em http://www.cacp.org.br/estudos/artigo.aspx?lng=PT-BR&article=918&menu=7&submenu=4)

Como notamos, é impossível dar crédito ao uso da tatuagem. Que os jovens reconheçam as Escrituras como bússola de suas vidas. Que o Espírito Santo de Deus tenha liberdade em seus corações, a fim de que se arrependam e dependam exclusivamente de Sua orientação, e não da orientação de pessoas mentirosas guiadas por seu ego maldito!

(O trecho sobre o louvor será reservado para outro texto, vez que este ficou extenso)

Pelo orientação da Palavra de Deus,

Artur Freire Ribeiro

Leia também:

 

UM CRISTÃO PODE SE TATUAR? – UMA RESPOSTA (BÍBLICA) E LOUVOR

 

O MOICANO DEVE SER O CORTE DOS NASCIDOS DE NOVO?







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