24.7.11

IC: "Pastor preso está extremamente debilitado"



LAOS (10º país mais perseguido) - Um pastor do Laos, preso há seis meses por realizar uma “reunião secreta”, perdeu peso devido às terríveis condições enfrentadas na prisão e está extremamente fraco.

Em 4 de janeiro, a polícia prendeu Wanna e seu colega,  Yohan, ambos identificados apenas pelo primeiro nome, juntamente com outros cristãos, na província de Khammouan, no Laos.

Em um comunicado à imprensa – o grupo Human Rights Watch para a Liberdade Religiosa no Laos – as autoridades da prisão disseram diversas vezes aos cristãos que eles poderiam “ser livres” assim que assinassem um documento renunciando à sua fé.

Wanna é o pastor de uma igreja não registrada no vilarejo de Nakoon, distrito de Hinboun, e Yohan pastoreia uma igreja similar no vilarejo de Tonglar.

A polícia do distrito de Hinboun prendeu Wanna, Yohan e outros nove cristãos, acusando-os de realizar uma “reunião secreta”. Isso aconteceu porque eles celebraram o Natal sem permissão prévia. Então, a polícia colocou os cristãos em um caminhão e os levou para a prisão de Khammouan, na cidade de Takket.

No dia 6 de janeiro, a polícia já havia liberado oito cristãos – incluindo duas crianças, de 4 e 8 anos – após pagamento de fiança. O nono prisioneiro, conhecido apenas como Kane, foi liberado logo depois.

Wanna e Yohan, que continuam presos, são os chefes de suas famílias. A prisão deles deixou suas esposas e filhos sem sustento. Alguns dos filhos de Wanna deixaram a escola para procurar trabalho.

As condições da prisão também afetaram Wanna. Após uma rápida visita, os familiares constataram que ele perdeu peso, contraiu infecções e parecia extremamente fraco.

As famílias pediram ajuda legal, pois os dois pastores foram presos por acusações diretamente ligadas à fé.

“Nossa maior preocupação agora é a respeito desses dois homens”, disse um representante da organização de ajuda humanitária. “Atualmente a perseguição aos cristãos diminuiu, mas esses homens precisam de ajuda”.

Um relatório publicado em maio pela Comissão Internacional de Liberdade Religiosa afirma que, enquanto os protestantes de áreas urbanas relataram um aumento na liberdade de “cultuar sem restrições”, as autoridades continuaram a “violar a liberdade de religião e crença, particularmente contra a minoria protestante”.
Tradução: Deborah Stafussi

Extraído de Portas Abertas

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