8.9.12

Os Testes do Amor a Deus (2/6)



4. Magnanimidade

Um outro fruto do amor é magnanimidade. O amor é valoroso, ele transforma a covardia em coragem. O amor faz com que alguém se aventure pelas maiores dificuldades e perigos. A medrosa galinha voa contra um cachorro ou uma serpente para defender os seus pintinhos. O amor infunde um espírito de bravura e firmeza no cristão. Aquele que ama a Deus permanecerá firme por Sua causa e será um defensor Dele. “Pois nós não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos” (At 4.20). Aquele que é temeroso de confessar a Cristo não tem senão um pequeno amor a Ele. Nicodemos veio furtivamente a Cristo, à noite (Jo 3.2). Ele estava temeroso de ser visto com Ele à luz do dia. O amor lança fora o medo. Assim como o sol dissipa neblinas e vapores, assim o amor divino em uma grande medida dissipa o temor carnal. Acaso ama a Deus aquele que consegue ouvir Suas benditas verdades serem desafiadas e permanecer em silêncio? Aquele que ama o seu amigo permanece firme em seu favor e o defende quando ele é envergonhado. Acaso Cristo se apresenta em nosso favor nos céus, e nós temeremos apresentar-nos em Seu favor na terra? O amor impulsiona um cristão, ele incendeia o seu coração com zelo e o fortalece com coragem.

5. Sensibilidade

O quinto fruto do amor é sensibilidade. Se nós amamos a Deus, os nossos corações sofrem diante da desonra a Deus provocada pelos homens ímpios. Ver não apenas as represas da religião, mas também da moralidade, serem demolidas, e uma torrente de impiedade se aproximando; ver os sabbaths de Deus profanados, Seus juramentos violados, Seu nome desonrado; se há algum amor a Deus em nós, deveríamos preocupar-nos profundamente com essas coisas. A alma justa de Ló estava afligida “pelo procedimento libertino daqueles insubordinados” (2Pe 2.7). Os pecados de Sodoma eram como muitas lanças perfurando a sua alma. Quão distantes estão de amarem a Deus aqueles que de modo algum são afetados com a Sua desonra? Se eles têm tão somente paz e negócios, nada lhes causa preocupação. Um homem que está completamente bêbado jamais se alarma ou é afetado, ainda que outro homem esteja sangrando de morte ao seu lado; assim também, muitos, estando embriagados com o vinho da prosperidade, não são afetados quando a honra de Deus é golpeada e Suas verdades estão sangrando. Se os homens amassem a Deus, eles se afligiriam ao ver Sua glória sofrendo e a própria religião tornando-se um mártir.

6. Ódio contra o pecado

O sexto fruto do amor é o ódio contra o pecado. O fogo expurga as impurezas do metal. O fogo do amor expurga o pecado. “Efraim dirá: Que mais tenho eu com os ídolos?” (Os 14.8, ARC). Aquele que ama a Deus não terá qualquer envolvimento com o pecado, senão para fazer guerra contra ele. O pecado atinge não apenas a honra de Deus, mas o Seu ser. Acaso ama o seu soberano aquele que abriga um traidor da coroa? Acaso é um amigo de Deus aquele que ama o que Deus odeia? O amor de Deus e o amor do mundo não podem habitar no mesmo lugar. As afeições não podem caminhar para duas direções contrárias ao mesmo tempo. Um homem não pode amar a saúde e amar também o veneno; assim ninguém pode amar a Deus e também o pecado. Aquele que tolera qualquer pecado secreto em seu coração está tão distante de amar a Deus quanto o céu e a terra distam um do outro.

Autor: Thomas Watson. Tradução: voltemosaoevangelho.com
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