29.7.13

Lições Bíblicas CPAD – 4.º Trimestre de 2013 Conselhos para a vida – A atualidade de Provérbios e Eclesiastes


Lições Bíblicas CPAD – 4.º Trimestre de 2013

Conselhos para a vida – A atualidade de Provérbios e Eclesiastes


Comentarista: Pastor José Gonçalves


Lição 1 – O Valor dos Bons Conselhos

Lição 2 – Advertências Contra Adultério

Lição 3 – Trabalho e Prosperidade

Lição 4 – Lidando de Forma Correta com o Dinheiro

Lição 5 – O Cuidado com Aquilo que Falamos

Lição 6 – O Exemplo Pessoal na Educação dos Filhos

Lição 7 – Contrapondo a Arrogância com a Humildade

Lição 8 – A Mulher Virtuosa

Lição 9 – O Tempo para Todas as Coisas

Lição 10 – Cumprindo as Obrigações diante de Deus

Lição 11 – A Ilusória Prosperidade dos Ímpios

Lição 12 – Lança o teu Pão Sobre as Águas


Lição 13 – Tema a Deus em todo o Tempo

Fonte: Point Rhema


Avaliando com a Bíblia a visita e pronunciamentos do Papa Francisco

NOTA: Sermão pregado na Igreja Presbiteriana de Santo Amaro em 28.07.2013, baseado em um texto meu anteriormente postado no BLOG, atualizado para o contexto da visita do Papa ao Brasil, no final de julho de 2013.

LeituraMateus 9.35-38
E percorria Jesus todas as cidades e povoados, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades. Vendo ele as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor. E, então, se dirigiu a seus discípulos: A seara, na verdade, é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara.

Introdução:
Certamente temos visto multidões, idosos e jovens, enfrentando a chuva, a lama, o frio, a ausência de transporte, a insegurança das cidades, para ver o Papa em sua visita ao Brasil, que começou na segunda-feira, 22.07.2013, e se estende até o último domingo do mês. A mídia tem divulgado a visita com tanta intensidade, que se você estava neste planeta, nestas últimas semanas, não pode ter ignorado a presença do Papa no Brasil. Por exemplo, a revista semanal de maior circulação e repercussão (VEJA) trouxe reportagens de capa sobre o acontecimento em duas semanas seguidas. Como avaliar a pessoa do Papa, a sua visita e os seus pronunciamentos? Como entender as expressões de fé e devoção encontradas nos olhares das multidões? O texto de Mateus 9.35-38 fala de multidões às quais não faltava religiosidade! Ao lado da curiosidade, havia devoção, ensino dogmático, religião, mas eram ovelhas "que não tinham pastor"! A sinceridade, mesmo presente, não era passaporte para a verdade! E o pastor de que se fala no texto, é um só - Cristo Jesus, fora do qual não há salvação. Quem é o Papa atual?

O cardeal argentino, Jorge Mario Bergoglio foi escolhido Papa (e assumiu o nome de Francisco) em um dia considerado por muitos “cabalístico” (13.03.13). Havia uma expectativa em muitas pessoas e na mídia de que o novo líder da Igreja Católica fosse um Papa “progressista”. Estes se espantaram com a sua posição em relação à união de gays; à questão do homossexualismo, que hoje em dia é propagada como “apenas” uma opção sexual; e sobre o aborto. Ele é contra, ponto final! Alguns católicos se espantaram porque ele não colocou, de início, o envolvimento social como prioridade máxima da Igreja. Em vez disso, contrariou a mensagem que tem soado renitentemente ao longo das quatro últimas décadas, especialmente em terras brasileiras, proclamada pelos politizados “teólogos da libertação”, ou da natimorta “teologia pública”. Ele aparentou priorizar as questões espirituais!

Desde o início do seu “Papado” certas declarações chamaram a atenção, também, dos evangélicos. Por exemplo, ele disse que a missão da Igreja é difundir a mensagem de Jesus Cristo pelo mundo. Na realidade, ele foi mais enfático ainda e afirmou que se esse não for o foco principal, a Instituição da Igreja Católica Romana tende a se transformar em uma “ONG beneficente”, mas sem relevância maior à saúde espiritual das pessoas! Depois, o viés mudou um pouco, especialmente nesta visita ao Brasil. A ênfase passou para uma postura de vida ascética e humilde, demonstrando uma frugalidade que, em uma era de opulência, corrupção, apropriação de valores alheios e desprezo pelos valores reais da vida, também soa saudável e pertinente!

Ei! Disseram alguns evangélicos – essa é a nossa mensagem!!

Bom, não seria a primeira vez na história que um prelado católico reconhece que a Igreja tem estado equivocada em seus caminhos e mensagem. Já houve um monge agostiniano que, estudando a Bíblia, verificou que tinha que retornar às bases das Escrituras e reavivar a missão da igreja na proclamação do evangelho, libertando-a de penduricalhos humanos absorvidos através de séculos de tradição. Estes possuíam apenas características místicas, mas nenhuma contribuição espiritual e de vida que fosse real às pessoas. Assim foi disparado o movimento que ficou conhecido na história como a Reforma do Século 16, com as mensagens, escritos e ações de Martinho Lutero, em 1517. Lutero foi seguido por muitos outros reformadores, que se apegaram à Bíblia como regra de fé e prática.

Será que estamos testemunhando uma “segunda reforma” dentro da Igreja Católica? Se algumas dessas declarações do Papa Francisco forem levadas a sério, por ele próprio e por seus seguidores, vai ser uma revolução. Mas é importante lembrar, entretanto, que proclamar a mensagem de Jesus Cristo é algo bem abrangente e sério. Existem implicações definidas e explícitas nessa frase. E a questão que não quer calar é: será que a Igreja Católica está disposta a se definir com coragem em pelo menos nessas cinco áreas cruciais? Examinemos uma a uma.

1. AS ESCRITURAS: Rejeitar apêndices aos livros inspirados das Escrituras. Ou seja, assumir lealdade apenas às Escrituras Sagradas, rejeitando os chamados livros apócrifos.Proclamar as palavras de Jesus, nesta área, é aceitar tão somente o que ele aceitou. Em Lucas 24.44, Jesus referiu-se às Escrituras disponíveis antes dos livros do Novo Testamento, como “A Lei de Moisés, Os Profetas e Os Salmos” – essa era exatamente a forma da época de se referir às Escrituras que formam o Antigo Testamento, em três divisões específicas (Pentateuco, livros históricos e proféticos e livros poéticos) compreendendo, no total, 39 livros. Representam os livros inspirados aceitos até hoje pelo cristianismo histórico, abraçado pelos evangélicos, bem como pelos Judeus de então e da atualidade. Ou seja, nenhuma menção ou aceitação dos livros apócrifos, não inspirados, que foram inseridos 400 anos depois de Cristo, quando Jerônimo editou a tradução em Latim da Bíblia – a Vulgata Latina[1]. Evangélicos e católicos concordam quanto aos 27 livros do Novo Testamento, mas essas adições à Palavra são responsáveis pela introdução de diversas doutrinas estranhas, que nunca foram ensinadas ou abraçadas por Jesus e pelos apóstolos. Além disso, na Igreja Católica, a própria TRADIÇÃO tem força normativa igual à Bíblia. Proclamar a palavra de Jesus ao mundo começa com a aceitação das Escrituras do Antigo e Novo Testamento, e elas somente, como fonte de conhecimento religioso e regra de fé e prática. Se não nos atemos a conhecer as Escrituras verdadeiras, caímos em erro, como alerta Jesus a alguns religiosos do seu tempo, que apesar de citarem as Escrituras, se apegavam mais às tradições do que à Palavra de Deus: “Não provém o vosso erro de não conhecerdes as Escrituras, nem o poder de Deus?” (Marcos 12.24). O livro do Apocalipse, no final da Bíblia, traz palavras duras tanto para subtrações como para ADIÇÕES às Escrituras: (22.18)   “Eu, a todo aquele que ouve as palavras da profecia deste livro, testifico: Se alguém lhes fizer qualquer acréscimo, Deus lhe acrescentará os flagelos escritos neste livro; (22.19)   e, se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida, da cidade santa e das coisas que se acham escritas neste livro”.

2. A MEDIAÇÃO COM DEUS: Rejeitar a mediação de qualquer outro (ou outra) entre Deus e as Pessoas, que não seja o próprio Cristo. Não acatar a mediação de Maria, e muito menos a designação dela como co-redentora, lembrando que o ensino da palavra é o de que “há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1 Timóteo 2.5). Na realidade, a Igreja precisa obedecer até à própria Maria, que ensinou: “Fazei tudo o que Ele vos disser” (João 2.5); e Ele nos diz: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao pai, senão por mim” (João 14.6). Foi um momento revelador da dificuldade que o Papa tem na aderência a essa mensagem da Bíblia, observar sua homilia pública (angelus) de 17.03.2013. Após falar várias coisas importantes e bíblicas sobre perdão e misericórdia divina, finalizou dizendo: “procuremos a intercessão de Maria”... Ouvimos as próprias palavras do Papa: “No dia seguinte à minha eleição como Bispo de Roma fui visitar a Basílica de Santa Maria Maior, para confiar a Nossa Senhora o meu ministério de Sucessor de Pedro”.[2] Em Aparecida, nesta visita ao Brasil, ele também disse: “Hoje, eu quis vir aqui para suplicar à Maria, nossa Mãe, o bom êxito da Jornada Mundial da Juventude e colocar aos seus pés a vida do povo latino-americano”. “Que Deus os abençoe e Nossa Senhora Aparecida cuide de você”. Não é assim que irá proclamar a palavra de Jesus ao mundo, pois precisa apresentá-lo como único e exclusivo mediador; nosso advogado; aquele que pleiteia e defende a nossa causa perante o tribunal divino. Para o Papa, “a Igreja sai em missão sempre na esteira de Maria, mas o Povo de Deus sabe, que a igreja verdadeira segue a vontade de Deus, expressa em Sua Palavra.

3. O CULTO ÀS IMAGENS: Rejeitar as imagens e o panteão de santos composto por vários personagens que também são alvo de adoração e devoção devidas somente a Cristo. Essa característica da Igreja Católica está relacionada com a utilização de imagens de escultura, como objeto de adoração e veneração; e também precisaria ser rejeitada.[3] Ela contraria o segundo mandamento e desvia os olhos dos fiéis daquele que é o “autor e consumador da fé - Jesus” (Hebreus 12.2). Proclamar a palavra de Jesus ao mundo significa abandonar a prática espúria e humana da canonização de mortais comuns, pecadores como eu e você, em complexos, mas inúteis processos eclesiásticos, que não têm o poder de aferir ou atribuir poderes especiais a esses santos. Proclamar a mensagem de Jesus, seria abandonar a adoração e devoção à “Nossa Senhora Aparecida” e a tantas outras “Nossas Senhoras” e ídolos que integram a religião Católico-Romana. Vejam o que nos diz a Bíblia:
Salmo:
115.3   No céu está o nosso Deus e tudo faz como lhe agrada.
115.4   Prata e ouro são os ídolos deles, obra das mãos de homens.
115.5   Têm boca e não falam; têm olhos e não vêem;
115.6   têm ouvidos e não ouvem; têm nariz e não cheiram.
115.7   Suas mãos não apalpam; seus pés não andam; som nenhum lhes sai da garganta.
115.8   Tornem-se semelhantes a eles os que os fazem e quantos neles confiam.
115.9   Israel confia no SENHOR; ele é o seu amparo e o seu escudo.
Habacuque
2.18   Que aproveita o ídolo, visto que o seu artífice o esculpiu? E a imagem de fundição, mestra de mentiras, para que o artífice confie na obra, fazendo ídolos mudos?
Jeremias
10.3   Porque os costumes dos povos são vaidade; pois cortam do bosque um madeiro, obra das mãos do artífice, com machado;
10.4   com prata e ouro o enfeitam, com pregos e martelos o fixam, para que não oscile.
10.5   Os ídolos são como um espantalho em pepinal e não podem falar; necessitam de quem os leve, porquanto não podem andar. Não tenhais receio deles, pois não podem fazer mal, e não está neles o fazer o bem.

4. O DESTINO DAS PESSOAS: Rejeitar o ensino de que existe um estado pós-morte que proporciona uma “segunda chance” às pessoas. A doutrina do purgatório não tem base bíblica e surgiu exatamente dos livros conhecidos como apócrifos (em 2 Macabeus 12.45), sendo formalizada apenas nos Concílios de Lyon e Florença, em 1439. Mas Jesus e a Bíblia ensinam que existem apenas dois destinos que esperam as pessoas, após a morte: Estar na glória com o Criador – salvos pela graça infinita de Deus (Lucas 23.43 –  “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso” – e Atos 15.11 -  fomos salvos pela graça do Senhor Jesus”), ou na morte eterna (Mateus 23.33 – Serpentes, raça de víboras! Como escapareis da condenação do inferno?”), como consequência dos nossos próprios pecados. Proclamar a palavra de Jesus ao mundo é alertar as pessoas sobre a inevitabilidade da morte eterna, pregando o evangelho do arrependimento e a boa nova da salvação através de Cristo, sem iludir os fiéis com falsos destinos.

5. AS REZAS: Rejeitar os “mantras” religiosos, que são proferidos como se tivessem validade intrínseca, como fortalecimento progressivo pela repetibilidade. É o próprio Jesus que nos ensinou, em  Mateus 6.7: “... orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque presumem que pelo seu muito falar serão ouvidos”. É simplesmente incrível como a ficha não tem caído na Igreja Católica, ao longo dos séculos e, mesmo com uma declaração tão clara contra as repetições, da parte de Cristo, as rezas, rosários, novenas, sinais da cruz etc. são promovidos e apresentados como sinais de espiritualidade ou motivadores de ação divina àqueles que os repetem. Proclamar a palavra de Jesus ao mundo é dirigir-se ao Pai como ele ensina, em nome do próprio Jesus, no poder do Espírito Santo, abrindo o nosso coração perante o trono de graça (Filipenses 4.6: Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças”).

Conclusão:
Assim, enquanto acompanhamos a visita, é verdade que podemos admirar a coragem deste homem, Jorge Bergoglio, que tem se pronunciado claramente contra alguns pecados aberrantes que estão destruindo a família e a sociedade. No entanto, muito falta para que a Palavra de Deus e os ensinamentos de Jesus façam parte real de sua mensagem e de uma igreja transformada pelo poder do Espírito Santo – como vimos em cada uma dessas áreas mencionadas (e em outras, também).

Em toda essa situação, podemos aprender algumas coisas: (1) Pedir a Deus que dê forças às nossas lideranças evangélicas, e a nós mesmos, para termos intrepidez no interpelar de governantes e da mídia, quando promovem leis e comportamentos que contradizem totalmente os princípios que Deus delineia em Sua Palavra. Estes princípios sempre são os melhores para o bem da humanidade, na qual o povo de Deus (incluindo nossos filhos e netos) está inserido. (2) Exercitar cautela em nossa apreciação e entusiasmo das ações e palavras do Papa – a idolatria e diminuição da intermediação de Cristo continuam bem presentes em sua visão religiosa e na Igreja que o tem como líder. Envolvimentos de evangélicos nessas celebrações são totalmente desprovidas de base bíblica - representam um descaso por essas profundas diferenças doutrinárias que representam a diferença entre a vida e a morte espiritual das pessoas. (3) Clamar a Deus por misericórdia e salvação real para o nosso povo e para a nossa terra. Como é triste em ver tantos olhos e esperanças fixados em santos, mitos, misticismo e na pessoa humana, em vez de no Deus único soberano. O Deus da Bíblia é a esperança de nossas vidas. É ele que nos alcança e nos fala em Cristo Jesus, pelo poder do Espírito Santo. Esse nosso Deus é real e eterno e não temporal como o Papa.

Solano Portela




[1] A Vulgata Latina (382 – 402 d.C.), tradução para o latim, da Bíblia, contém 73 livros (e não 66) além de adições de capítulos em alguns livros do Antigo Testamento, que não constam dos textos hebraicos, nem da Septuaginta (tradução para o Grego, do Antigo Testamento, realizada em torno de 280 a.C.). Estes livros adicionais são chamados delivros apócrifos (duvidosos, fabulosos, falsos). O próprio Jerônimo colocou notas de advertências, quanto à canonicidade e validade dessas adições, mas essa cautela foi suprimida nos séculos à frente. Sua aceitação como escritura canônica, no seio da Igreja Católica, foi formalizada pelo Concílio de Trento, em 1546 d.C. Desapareceu, assim, a compreensão de que aqueles livros estavam ali colocados por “seu valor histórico” ou devocional. É possível que se Jerônimo soubesse, que na posteridade seriam considerados parte integral da Bíblia, provavelmente não os teria incluído em seu trabalho. 

[2] Todas essas citações foram extraídas da Homilia no Santuário da Aparecida, proferida em 24.07.2013. http://www.news.va/pt/news/santuario-da-aparecida-homilia-do-Papa-24-julho-20 , acessado em 26.07.2013.
[3] Na mesma homilia já referida, o Papa disse: “A história deste Santuário serve de exemplo: três pescadores, depois de um dia sem conseguir apanhar peixes, nas águas do Rio Parnaíba, encontram algo inesperado: uma imagem de Nossa Senhora da Conceição. Quem poderia imaginar que o lugar de uma pesca infrutífera, tornar-se-ia o lugar onde todos os brasileiros podem se sentir filhos de uma mesma Mãe”?

25.7.13

Justa indignação (Paul Washer)

O Poder e a Mensagem do Evangelho (Paul Washer)
Deus é justo juiz, Deus que sente indignação todos os dias. (Salmo 7:11)
Os arrogantes não permanecerão à tua vista; aborreces a todos os que praticam a iniquidade. (Salmo 5:5)
A maior parte da comunidade evangélica esqueceu os versículos acima ao ponto de eles sequer serem controversos. Com que frequência os pregadores proclamam aos pecadores a justa indignação de Deus contra o pecador? Com que frequência o púlpito sequer aborda temas como a ira divina ou o ódio santo? Será porque não estudamos mais as Escrituras? Ou concluímos que certas partes são agora não-inspiradas ou obsoletas? Será que nos acovardamos sob a sombra do politicamente correto e os caprichos da cultura? Ou estamos convencidos de que pregar a verdade não é a maneira de fazer uma igreja crescer?
Independentemente se é palatável para a nossa presente época, a justa indignação de Deus é uma realidade nas Escrituras e uma parte essencial de toda a proclamação verdadeira do evangelho. Portanto, devemos entender essa doutrina e as verdades que a cercam. Devemos também ter em mente que uma vez entendidas, elas também devem ser proclamadas. O objetivo de nosso estudo não é que meramente obtenhamos uma teologia balanceada para nós mesmos, mas que proclamemos as verdades que descobrimos para o benefício do povo de Deus. Há um pequeno risco em aprender, mas frequentemente há um grande perigo em proclamar o que aprendemos. As verdades que conhecemos nos causarão ferirão pouco e trarão pouco benefício para a igreja se as confinarmos às nossas bibliotecas.

Nós queremos um Deus justo?

A primeira pergunta que devemos fazer tanto para o nosso próximo quanto para nós mesmos é: “Nós realmente queremos um Deus justo?” Essa pode parecer uma pergunta incomum, e até mesmo uma pergunta desnecessária, mas na realidade, ela revela muito a respeito de nossa condição humana e nosso problema diante de Deus.
Por um lado, nós queremos um Deus justo. Seria aterrorizante sequer pensar em viver em um universo sob a absoluta soberania de um ser injusto e onipotente. Os Hitlers deste mundo aparecem apenas por um momento no teatro da história, e seu próprio mal rapidamente os elimina. Ainda assim, o raio da destruição deles parece alcançar muito além de sua própria geração. Como então seria viver sob o governo injusto de uma deidade imoral e eterna? Só pensar sobre isso já é de provocar pesadelos. Sua injustiça o tornaria inconsistente e até caprichoso. Seu poder o tornaria aterrorizante. Mesmo se ele fosse bom para nós por muito tempo, ainda assim não haveria certeza de que sua bondade continuaria. Seríamos como navegantes em um mar calmo que enlouqueceriam antecipando uma possível tempestade fatal. Não haveria certeza e nem base razoável para a fé. Não haveria esperança para uma futura retificação de males para um mundo presente que vacila sob o peso de injustiça impune e de imoralidade inconteste. Por essas razões, se se uma votação fosse levantada, aqueles entre os homens que são sãos votariam por um Deus perfeitamente justo em quem “não há injustiça”.[1] Um Deus que é absolutamente confiável julgará o mundo com justiça e executará o julgamento entre todos os homens com justiça perfeita e imparcial.[2]
Um Deus justo é o tipo de Deus que a maioria dos homens quer e até mesmo exige. Quando grandes injustiças correm soltas em nosso mundo sem qualquer intervenção ou julgamento divinos aparentes, homens ignorantes se levantam como animais estúpidos e exigem justiça dos céus, mas o homem que pensa se senta em silêncio na esquina com sua cabeça escondida atrás de suas mãos. Ele sabe que se encontra em uma posição difícil. Pelo dedo acusador de sua própria consciência, ele percebe que Deus dá aos homens a justiça que eles exigem, então todos os homens, incluindo aqueles com as maiores exigências, serão condenados. Como está escrito: “Não há justo, nem um sequer”.[3] Aqueles que exigem que outros sejam trazidos ao tribunal justiça devem perceber que eles estão fazendo a petição de seu próprio julgamento pelo mesmo tribunal. Embora nem todos tenham cometido as mesmas atrocidades, todos pecaram, e todos estão sob a condenação da morte e da eterna separação de um santo e justo Deus. Qualquer um que tentasse se distinguir do maior dos pecadores é cego para sua própria depravação e para a impiedade de suas obras.
Esse é o dilema que dá à luz a questão: “Nos realmente queremos um Deus justo?” Nós realmente iríamos querer que ele sondasse cada aspecto de nossas vidas — pensamentos, palavras e ações — e depois nos concedesse a exata sentença devida a nós? Somente o homem ou a cultura cuja consciência já foi cauterizada se ofereceria a permanecer diante de tal escrutínio e receber o que possa vir do trono de juízo de um Deus perfeitamente justo.
A verdade que Deus é um Deus justo é uma espada de dois gumes. Ela traz conforto em saber que um ser imoral e onipotente não governa o mundo. Contudo, àqueles que ainda têm uma consciência com a qual contemplar, essa verdade é absolutamente aterrorizante. Se Deus é verdadeiramente justo, amando tudo o que é correto com um perfeito amor e odiando a injustiça com um perfeito ódio, qual deve ser a resposta dele para com nosso próprio mal pessoal?


[1] 2 Crônicas 19:7
[2] Deuteronômio 7:9; Salmo 9:8
[3] Romanos 3:10


O Poder e a Mensagem do Evangelho (Paul Washer)Extraído do livro 15º capítulo do livro “O Poder e a Mensagem do Evangelho” de Paul Washer, a ser lançado pela Editora Fiel. Tivemos a oportunidade de traduzi-lo e o privilégio de poder compartilhar pequenos trechos de cada capítulo com vocês.
Tradução: Vinícius Musselman Pimentel. Versão não revisada ou editada. Postado com permissão.
© Editora Fiel. Todos os direitos reservados. Original: Justa indignação (Paul Washer) [15/26]
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor, seu ministério e o tradutor, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

Sara Nossa Ignorância

As trapalhadas do bispo Robson Rodovalho

Dr. Luciano Garrido
Em recente vídeo publicado no Youtube, o bispo Rodovalho, líder da igreja evangélica Sara Nossa Terra, resolveu opinar sobre um assunto que ignora solenemente. Suas declarações, de tão confusas e contraditórias, fizeram o desfavor de tornar ainda mais obscuro o que já andava imerso num mar de incompreensão. Estamos falando do polêmico PDC 234/2011, aquele Projeto de Decreto Legislativo de autoria do deputado João Campos que visava sustar trechos abusivos de uma resolução editada pelo Conselho Federal de Psicologia.
Bispo Robson Rodovalho
Como se sabe, o PDC 234 granjeou péssima reputação junto à opinião pública no momento em que a nossa imprensa militante resolveu apelidá-lo de projeto da “cura gay”. Quem, diferentemente do bispo Rodovalho, se deu ao trabalho de ler o texto do documento, pôde verificar que nele não há qualquer menção à doença ou cura de homossexuais, e que, portanto, tudo não passou de uma grande armação para que o projeto fosse sumariamente rejeitado sem correr o risco de ser minimamente compreendido. O que faz o bispo Rodovalho diante desse golpe rasteiro da militância gay? De maneira inacreditável, o líder evangélico vem a público culpar o projeto por uma campanha difamatória da qual ele foi, para todos os efeitos, apenas a vítima. Rodovalho confessa candidamente que desconhece os méritos ou deméritos do projeto, mas isso não o impede de, mesmo assim, considerá-lo infeliz. Como se não bastasse o rótulo infame que lhe fora injustamente aplicado pela imprensa marrom, o pastor mergulha o projeto nas águas turvas de sua própria ignorância e o batiza com um rótulo não menos injurioso — “PL da intolerância”, disse Rodovalho, mandando às favas o Oitavo Mandamento.
A inépcia do bispo para discorrer sobre o tema do homossexualismo é patente. Logo de saída, ele erra feio ao dizer que a homossexualidade é definida por “todos os psicólogos, todas as pesquisas, todas as universidades” (!!) como uma questão de escolha ou opção do indivíduo, quando na verdade a quase totalidade dos profissionais da saúde a entende como uma “orientação sexual”, ou seja, algo que decorre essencialmente de uma atração, desejo ou impulso sexual de caráter involuntário. É claro que sempre pode haver liberdade de escolha em relação ao ato sexual em si, na medida em que o indivíduo pode abster-se de praticá-lo se assim decidir; mas a homossexualidade tomada unicamente pelo seu aspecto comportamental não é a forma pela qual os estudiosos do comportamento humano em geral a concebem. Para estes, um homossexual será sempre um homossexual, ainda que se abstenha de relações sexuais.
Estou propenso a concordar com o bispo quando afirma que o homossexualismo não é uma doença, mas isso está longe de ser um consenso entre os profissionais da saúde — como ele tão convictamente afirmou. Entre os que acham que o homossexualismo deve ser encarado como um comportamento patológico e aqueles que o entendem como mais uma manifestação possível da sexualidade humana — algo normal, portanto — existem outros que consideram a tendência homossexual como sintoma de uma desordem no desenvolvimento psicossexual e afetivo do indivíduo. Ou seja, o comportamento em si mesmo não seria uma patologia (conceito que, aliás, é polissêmico), mas um indício de prováveis desajustes na formação da subjetividade.
Mas, deixemos de lado as trapalhadas do bispo Rodovalho e aproveitemos a oportunidade para esclarecer alguns pontos polêmicos do projeto em discussão. Para quem não se recorda, um dos dispositivos que o PDC 234 pretendia sustar na resolução 01/99 do CFP era o parágrafo único do artigo 3º. Lá está dito que “os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades”.
Em primeiro lugar, temos aqui uma dificuldade de ordem semântica. O que CFP entende por tratamento, afinal? Tudo o que se faz em psicologia clínica deve ser chamado de tratamento? Se uma pessoa solicita ajuda a um psicólogo porque se considera muito tímida, por exemplo, o serviço prestado por esse psicólogo deve ser considerado tratamento? Sendo tratamento, isso implica em dizer que a timidez é uma doença? Pois bem. Antes de impedir o psicólogo de propor tratamento a um homossexual, o CFP precisa definir com um mínimo de clareza qual acepção se aplica ao termo utilizado no texto normativo.
Em relação à palavra cura, é preciso lembrar que o código de ética da profissão já dá conta de que a nenhum psicólogo é permitido prometer cura ao cliente, independente da queixa que o encaminhou ao consultório. O sucesso do tratamento psicoterápico depende de inúmeros fatores, muitos dos quais não sujeitos ao controle do profissional, de modo que qualquer promessa de cura deve ser encarada como uma forma de charlatanismo. Se não se pode propor cura da homossexualidade (até porque não é uma doença), tampouco se pode fazê-lo em relação a qualquer outra queixa que se apresente ao psicólogo, por mais banal que pareça a primeira vista. Quem propõe cura é curandeiro. O psicólogo, como regra, costumar a pautar seu trabalho pela noção de bem-estar.
Quanto ao artigo 4º da resolução, trata-se de uma injunção absolutamente despropositada. Se entender as práticas homoeróticas como subprodutos de uma desordem psíquica for reforçar “preconceitos sociais”, doravante os psicólogos se verão melindrados para realizar qualquer tipo de psicodiagnóstico, ou mesmo para traçar um simples perfil psicológico que descreva características pessoais que se julguem depreciativas ou desfavoráveis. Seguindo a risca a lógica defeituosa do CFP, chegamos à conclusão de que todo diagnóstico está passível de gerar suscetibilidades ou, sei lá, despertar preconceitos contra a pessoa do diagnosticado — o que não seria, de resto, privilégio de um grupo de indivíduos que sente atração pelo mesmo sexo.
Que não se fale mais em depressão, esquizofrenia, ansiedade, anorexia, dislexia, obesidade, fobia, pânico, obsessão, etc., até que o Código Internacional de Doenças (CID) seja definitivamente descartado como um imenso catálogo de estigmas sociais. Qual portador de transtorno, distúrbio ou desordem psíquica merece ser objeto de “preconceito”? Quando se pauta o estudo das psicopatologias por critérios políticos, não há limites para reivindicações de ordem subjetiva.
A continuar essa obsessão normativa do Conselho Federal de Psicologia, em breve ao psicólogo será reservado apenas o direito de permanecer calado, pois tudo o que disser poderá ser usado contra ele no tribunal das ideologias politicamente corretas. Ao invés de desencorajar os preconceitos sociais lembrando aos leigos que entre saúde e doença existe um continuum (Breslow, 1999) e que as psicopatologias, em maior ou menor grau, fazem parte da nossa vida cotidiana (Freud, 1901), o CFP prefere forjar novos tabus e reabilitar velhas mistificações, na contramão do debate científico. É de se lamentar...
Leitura recomendada:

22.7.13

R.C. Sproul: Não há profecia verdadeira hoje

Julio Severo
De acordo com a revista Charisma, o teólogo calvinista Dr. R.C. Sproul diz que ele estava “profundamente mergulhado” em círculos carismáticos na década de 1960 e que depois de receber cerca de 50 profecias falsas, ele disse para si mesmo: “Sabe, vou viver minha vida pelo que diz na Palavra, pois sei que o Espírito supervisionou isso.”
Assim, com sua experiência ruim com profecia, o Dr. Sproul concluiu que não existe nenhum dom genuíno de profecia nos dias atuais.
Por coincidência, sua experiência ruim pessoal se alinha com uma forte opinião teológica em muitos círculos calvinistas: a crença de que Deus não concede hoje dons sobrenaturais como curas, falar em línguas, profecias e outros milagres. O cessacionismo. Ao que tudo indica, tudo porque eles tiveram experiências ruins.
Será que os teólogos calvinistas têm azar?
Vejo igrejas calvinistas ordenando gays, apoiando o aborto e boicotes contra Israel, especialmente na Europa e EUA. Será que eu deveria concluir que as igrejas calvinistas não são igrejas cristãs genuínas?
Tenho muitas vezes ouvido deturpações da Bíblia por parte de Testemunhas de Jeová e grupos semelhantes. Será que eu deveria concluir que a Bíblia leva à heresia?
Vinte anos atrás, recebi uma palavra profética numa reunião de oração em Brasília. A palavra dizia que meu nome seria conhecido em todo o Brasil. Nunca pedi isso. Mesmo depois dessa experiência profética, não comecei a orar por isso.
Mas se cumpriu. Anos depois, tive um livro publicado pela Editora Betânia. Meu livro, “O Movimento Homossexual,” foi escrito por inspiração profética.
Claro que tenho ouvido deturpações do dom de profecia, do mesmo jeito que tenho ouvido deturpações da Bíblia. Meu jeito de lidar com deturpações é saber como testar e examinar. Afinal, a Bíblia nos ensina: “Não tratem com desprezo as profecias, mas ponham à prova todas as coisas e fiquem com o que é bom.” (1 Tessalonicenses 5:20,21 NVI) A Bíblia ensina a examinar o que é pregado no nome da Bíblia e o que é profetizado no nome de Deus.
A postura cessacionista tem fortes divergências entre calvinistas, pois há calvinistas que creem que Deus nunca cessou Seus dons.
O teólogo calvinista Dr. J. Rodman Williams, em sua obra “Renewal Theology: Systematic Theology from a Charismatic Perspective” (Teologia da Renovação: Teologia Sistemática a partir de uma Perspectiva Carismática), disse: “Deus, o Deus vivo, é o Deus de revelação. Ele está pronto para conceder por meio de Seu Espírito um espírito de revelação e sabedoria para conhecermos Cristo mais profundamente e também por meio de revelação e profecia está pronto para falar a Seu povo. Deus não mudou em Seu desejo de se comunicar diretamente com aqueles que pertencem a Ele.”
A posição dele aberta ao Espírito Santo é um contraste total com a posição cessacionista do Dr. Sproul. Há calvinistas de ambos os lados.
Não sou calvinista, mas estou do lado do Dr. Williams.
Não vejo na Bíblia apoio para se rejeitar quando Deus quer dirigir ou falar a nós hoje por meio de profecia. Sigo uma “Sola Scriptura” que significa “só a Bíblia,” mas temo que quando alguns teólogos mencionam “Sola Scriptura” (só a Bíblia) o que eles querem dizer é “Sola Theologia” (só teologia). Nada mais.
Depois de anos vivendo apenas na Suécia, você começa a falar sueco. Depois de anos vivendo e crendo somente na Palavra de Deus, você começa a viver sua realidade, principalmente a realidade de seu Autor. Essa é a real “Sola Scriptura.” Mas depois de anos vivendo e crendo apenas na teologia, você começa a pensar e falar teologia. Isso é “Sola Theologia,” muitas vezes compreendida equivocadamente como “Sola Scriptura.”
Fora dos áridos campos de certas interpretações incorretas da ação e orientação de Deus, as oportunidades são vastas para pessoas abertas para Ele e Sua Palavra viva.
Anos atrás, me encontrei com George Otis. Seu pai havia se encontrado com Ronald Reagan em seu rancho em 1970. Na presença do cantor Pat Boone, um cristão carismático, ele entregou uma palavra profética para Reagan: “Deus levantará você como presidente dos Estados Unidos.” Se Reagan tivesse azar, mais tarde ele também poderia contar sobre suas experiências ruins com profecias.
Contudo, uma falsa profecia nunca anula a verdadeira profecia. O falso ensino da Bíblia nunca anula o verdadeiro ensino da Bíblia. A interpretação equivocada da Bíblia ou a profecia falsa não é desculpa para anular a Palavra de Deus e a orientação profética.
Não há nenhum presidente, no Brasil ou outro país, que eu admire mais do que Reagan. Como adolescente na década de 1980, defendi Reagan enquanto colegas da minha idade eram ensinados pelos meios de comunicação a odiá-lo. O pobre Reagan era retratado como a causa de todos os problemas do mundo. No entanto, ele era meu herói. Eu sempre havia sentido algo de Deus acerca dele, e quando me encontrei com Otis, tive confirmação sobre meus sentimentos.
Nas palavras de Paul Kengor, Reagan era um “guerreiro” contra o comunismo. Como é que eu não poderia admirar tal homem corajoso quando eu também guerreio contra a heresia marxista no Brasil?
Mas duvido que eu teria condições de nutrir essa admiração entre os apologetas calvinistas do Brasil hoje.
Nas igrejas protestantes brasileiras, a defesa da ideologia socialistas tem sido encabeçada por apologetas calvinistas. Em contraste, a resistência conservadora tem sido encabeçada por neopentecostais, que estão intrepidamente lutando contra a agenda de aborto e sodomia.
Um dos principais líderes calvinistas do Brasil é Ariovaldo Ramos, que é um ex-diretor da Visão Mundial no Brasil. Ele tem publicamente louvado o falecido ditador marxista venezuelano Hugo Chávez, com quem ele se encontrou algumas vezes. Ariovaldo tem liderado iniciativas para criticar líderes neopentecostais, inclusive o pastor assembleiano Marco Feliciano, que tem sido cruelmente atacado pela grande imprensa do Brasil por suas posturas muito claras contra o aborto e a sodomia. Ariovaldo é considerado pela esquerda evangélica brasileira como um “profeta” da Teologia da Missão Integral, a versão protestante da marxista Teologia da Libertação.
Não há muitos teólogos neopentecostais no Brasil. Aliás, não conheço nenhum. Mas há muitos conservadores entre eles. Por outro lado, há muitos teólogos nas igrejas calvinistas do Brasil, mas não muitos líderes conservadores. Será que deveríamos concluir que a teologia calvinista traz má sorte para as igrejas?
Os apologetas calvinistas do Brasil têm encabeçado a luta para promover o liberalismo e o socialismo e, ao mesmo tempo, a luta contra os neopentecostais. O cessacionismo e a Teologia da Missão Integral são suas paixões, e o crescimento neopentecostal é o ódio deles. Assim, será que deveríamos concluir que o calvinismo é um cristianismo falso por seu mau exemplo no Brasil?
A maior denominação presbiteriana dos EUA está ordenando homossexuais e cometendo outras abominações. Será que deveríamos concluir que o calvinismo leva à apostasia?
Você não precisa de orientação profética para entender que o marxismo é uma heresia. No Brasil, é a heresia mais poderosa afetando as igrejas. Orestes Brownson (1803–1876), que foi criado como calvinista e se converteu ao catolicismo, foi provavelmente o primeiro cristão a alertar os EUA sobre os perigos da heresia marxista.
Se os líderes de igrejas não quiserem ouvir o que Deus tem para dizer em Seus próprios termos e condições, eles verão seus rebanhos indo embora, como Brownson fez.
Independente das experiências ruins de Sproul e outros calvinistas, Deus fala hoje. Se dessem mais atenção a Deus por meio de Seus dons, eles teriam mais condições de resistir ao violento ataque socialista contra a igreja e a sociedade.
Se você quiser conhecer essa luta no Brasil, baixe meu livro aqui: http://bit.ly/11zFSqq
Versão em inglês deste artigo: R.C. Sproul: There Is No True Prophecy Today
Versão em espanhol deste artigo: R. C. Sproul: No existe profecía verdadera hoy

Pregação Expositiva: Por quê? - Mark Dever - CFL 2012

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