30.8.13

Conflito do Peregrino Com a Preguiça – John Piper


“O poema que estou prestes a ler é chamado ‘O Conflito do Peregrino com a Preguiça’. Ele reúne três coisas que estou encarando e amando. Uma é a poesia, outra é o trabalho e outra é essa transição na minha vida que algumas pessoas chamaram de ‘aposentadoria’, já que estou me afastando de Bethlehem. Então me propus a questionar como me senti sobre parar. Eu estou parando? Continuarei a trabalhar? Qual é a visão correta de trabalho? Por que amo tanto poesia? E tudo isso resultou em um poema no qual encontro a Preguiça, como um inimigo na estrada. E a maneira como se desenrola é que eu luto, é assim que minha mente funciona, eu luto, conforme tento escrever esse poema, com ‘Quem sou eu?’, ‘Sou um workaholic, como algumas pessoas disseram? Não sou?’, ‘Qual é a teologia correta do trabalho e a teologia do descanso?’ e ‘O que significa vir a um cruzamento como esse em sua vida?’, e se você se questiona a respeito de trabalho, se você ama poesia, se você já passou por transições na sua vida e sentiu como se tivesse encontrado inimigos no caminho, talvez seja útil para você. Aqui está ‘O Conflito do Peregrino com a Preguiça’.” [John Piper]









28.8.13

Seminário com o Pastor Paulo Romeiro - Super-crentes




Um Desafio às Mulheres



Neste breve texto, o pastor John Piper enumera, como que em oração, uma lista de importantes conselhos direcionados às mulheres cristãs, a fim de que vivam para a glória de Cristo.

1.    Que tudo da sua vida - em qualquer esfera - seja devotado à glória de Deus.
2.    Que as promessas de Cristo sejam confiadas tão plenamente que paz, alegria e força encham sua alma a ponto de transbordar.
3.    Que essa plenitude de Deus abunde em atos diários de amor, de forma que as pessoas possam ver suas boas obras e glorificar ao seu Pai no céu.
4.    Que vocês sejam mulheres do Livro, que amem, estudem e obedeçam a Bíblia em cada área do seu ensino. Que a meditação sobre a verdade bíblica possa ser a fonte de esperança e fé. E que vocês continuem a crescer em entendimento através de todos os capítulos de sua vida, nunca pensando que o estudo e o crescimento são apenas para os outros.
5.    Que vocês sejam mulheres de oração, de forma que a Palavra de Deus se abra para vocês; e o poder da fé e santidade desça sobre vocês; e sua influência espiritual crescerá no lar, na igreja e no mundo.
6.    Que vocês sejam mulheres que tenham uma profunda compreensão da graça soberana de Deus, fortalecendo todo esse processo espiritual; que sejam pensadoras profundas sobre as doutrinas da graça, e amantes e crentes profundos dessas coisas.
7.    Que vocês sejam totalmente comprometidas ao ministério, seja qual for o seu papel específico, que não desperdicem o seu tempo em revistas de senhoras ou hobbies inúteis, assim como seus maridos não deveriam desperdiçar o tempo deles em esportes excessivos ou coisas sem propósito na garagem. Que você redima o tempo para Cristo e seu reino.
8.    Que vocês, se solteiras, explorem seu solteirismo para a plena devoção a Cristo e não sejam paralisadas pelo desejo de se casar.
9.    Que vocês, se casadas, apoiem a liderança do seu marido de maneira criativa, inteligente e sincera, tão profundamente como uma obediência a Cristo permitir; que vocês o encorajem em seu papel designado por Deus como o cabeça; que vocês o influenciem espiritualmente primariamente através da sua tranquilidade destemida, santidade e oração.
10.Que vocês, se tiverem filhos, aceitem a responsabilidade com o seu marido (ou sozinhas, se necessário) de criar os filhos que esperam no triunfo de Deus, compartilhando com ele o ensino e a disciplina das crianças, e dando aos filhos aquele toque e cuidado protetor especial que vocês são unicamente capacitadas para dar.
11.Que vocês não assumam que o emprego secular é um desafio maior ou um melhor uso da sua vida que as oportunidades incontáveis de serviço e testemunho no lar, na vizinhança, comunidade, igreja e no mundo. Que não proponham somente a pergunta: Carreira vs. Mãe em tempo integral? Mas que perguntem tão seriamente: Carreira em tempo integral vs. Liberdade para o ministério? Que vocês perguntem: O que seria maior para o Reino - ser empregado de alguém que lhe diga o que você deve fazer para seu negócio prosperar, ou ser um agente livre de Deus, sonhando o seu próprio sonho sobre como seu tempo, seu lar e sua criatividade poderiam fazer o negócio de Deus prosperar? E que em tudo isso você faz suas escolhas não sobre a base de tendências seculares ou expectativas de estilo de vida, mas sobre a base do que fortalecerá a sua família e promoverá a causa de Cristo.
12.Que vocês parem e (com seus maridos, se forem casadas) planejem as várias formas da sua vida ministerial em capítulos. Os capítulos são divididos por várias coisas - idade, força, solteirismo, casamento, escolha de emprego, crianças no lar, crianças na escola, netos, aposentadoria, etc. Nenhum capítulo é tudo alegria. A vida finita é uma série de permutas. Encontrar a vontade de Deus, e viver para a glória de Cristo plenamente em cada capítulo é o que faz dele um sucesso, não se ele se parece com o capítulo de outra pessoa ou se tem nele o que o capítulo cinco terá.
13.Que vocês desenvolvam uma mentalidade e um estilo de vida guerreiro; que nunca se esqueçam que a vida é breve, que milhões de pessoas estão entre o céu e o inferno todos os dias, que o amor ao dinheiro é suicídio espiritual, que os objetivos de mobilidade ascendente (roupas chiques, carros, casas, férias, comidas, hobbies) são um substituto pobre para os objetivos de viver para Cristo com toda a sua força, e maximizar sua alegria no ministério ao ajudar pessoas.
14.Que em todos os seus relacionamentos com os homens vocês procurem a direção do Espírito Santo ao aplicar a visão bíblica da masculinidade e feminilidade; que vocês desenvolvam um estilo e comportamento que faça justiça ao papel único que Deus deu aos homens para serem responsáveis pela liderança graciosa com relação às mulheres - uma liderança que envolve elementos de proteção, cuidado e iniciativa. Que vocês pensem criativamente e com sensibilidade cultural (assim como ele deve fazer) ao moldar o estilo e ajustar o tom de sua interação com os homens.
15.Que vocês vejam a direção bíblica para o que é apropriado e inapropriado para os homens e mulheres em relação uns para com os outros, não como restrições arbitrárias sobre a liberdade, mas como prescrições sábias e graciosas de como descobrir a verdadeira liberdade do ideal de complementaridade de Deus. Que vocês não mensurem sua potencialidade pelas poucas funções restringidas, mas pelas incontáveis oferecidas.




24.8.13

O Pecado para a Morte e a Blasfêmia contra o Espírito Santo



Não são poucos os pregadores de linha pentecostal que ameaçam os críticos das atuais "manifestações espirituais" de cometerem o pecado sem perdão, a blasfêmia contra o Espírito Santo. Mas, será? O pecado para a morte é mencionado por João em sua primeira carta:

"Há pecado para morte, e por esse não digo que rogue (5.16c)".

A morte a que João se refere é a morte espiritual eterna, a condenação final e irrevogável determinada por Deus, tendo como castigo o sofrimento eterno no inferno. Todos os demais pecados podem ser perdoados, mas o “pecado para morte” acarreta de forma inexorável a condenação eterna de quem o comete, a ponto do apóstolo dizer: "e por esse não digo que rogue". E o apóstolo continua:

"Toda injustiça é pecado, e há pecado não para a morte (5.17; cf. 3.4)".

João não está sugerindo que a distinção entre pecado mortal e pecado não mortal implique na existência de pecados que não sejam tão graves assim. Todo pecado é contra o Deus justo, contra a sua justiça. Portanto, todo pecado traz a morte, que é a penalidade imposta por Deus contra o pecado. Mas, para que seus leitores não fiquem aterrorizados, João repete: há pecado não para morte (5.17b). Nem todo pecado é o pecado mortal. Há perdão e vida para os que não pecam para a morte. O Senhor mesmo convida seu povo a buscar o perdão que ele concede (Is 1.18).

O que, então, é o pecado para a morte? O apóstolo João não declara explicitamente a que tipo de pecado se refere. Através dos séculos, estudiosos cristãos têm procurado responder a esta pergunta. Alguns têm entendido que João se refere à morte física, e têm sugerido que se trata de pecados que eram punidos com a pena de morte conforme está no Antigo Testamento (Lv 20.1-27; Nm 18.22). Não adiantaria orar pelos que cometeram pecados punidos com a morte, pois seriam executados de qualquer forma pela autoridade civil. Ou então, trata-se de pecados que o próprio Deus puniria com a morte aqui neste mundo, como ele fez com os filhos de Eli (2Sm 2.25), com Ananias e Safira (At 5.1-11) e com alguns membros da igreja de Corinto que profanavam a Ceia (1Co 11.30; cf. Rm 1.32).

A Igreja Católica fez uma classificação de pecados veniais e pecados mortais, incluindo nos últimos os famosos sete pecados capitais, como assassinato, adultério, glutonaria, mentira, blasfêmia, idolatria, entre outros. Este tipo de classificação é totalmente arbitrário e não tem apoio nas Escrituras.

A interpretação que nos parece mais correta é que João está se referindo à apostasia, que no contexto de seus leitores, significaria abandonar a doutrina apostólica que tinham ouvido e recebido e seguir o ensinamento dos falsos mestres, que negava a encarnação e a divindade do Senhor Jesus. “Pode-se inferir do contexto que este pecado não é uma queda parcial ou a transgressão de um determinado mandamento, mas apostasia, pela qual as pessoas se alienam completamente de Deus” (Calvino).

Trata-se, portanto, de um pecado doutrinário, cometido de forma voluntária e consciente, similar ao pecado de blasfêmia contra o Espírito Santo, cometido pelos fariseus, e que o Senhor Jesus declarou que não haveria de ter perdão nem aqui nem no mundo vindouro (cf. Mt 12.32; Mc 3.29; Lc 12.10). Em ambos os casos, há uma rejeição consciente e voluntária da verdade que foi claramente exposta.

No caso dos leitores de João, a apostasia seria mais profunda, pois teriam participado das igrejas cristãs, como se fossem cristãos, participado das ordenanças do batismo e da Ceia, participado dos meios de graça. À semelhança dos falsos mestres que também, antes, tinham sido membros das igrejas, apostatar seria sair delas (2.19), e se juntar aos pregadores gnósticos e abraçar a doutrina deles, que consistia numa negação de Cristo.

Tal pecado era “para a morte” por sua própria natureza, que é a rejeição final e decidida daquele único que pode salvar, Jesus Cristo. “Este pecado leva quem o comete inexoravelmente a um estado de incorrigível embotamento moral e espiritual, porque pecou voluntariamente contra a própria consciência” (J. Stott).

É provavelmente sobre pessoas que apostataram desta forma que o autor de Hebreus escreveu, dizendo que “é impossível outra vez renová-los para arrependimento, visto que, de novo, estão crucificando para si mesmos o Filho de Deus e expondo-o à ignomínia” (Hb 6.4-6). Ele descreve essa situação como sendo um viver deliberado no pecado após o recebimento do pleno conhecimento da verdade. Neste caso, “já não resta sacrifício pelos pecados; pelo contrário, certa expectação horrível de juízo e fogo vingador prestes a consumir os adversários” (Hb 10.26-27). Este pecado é descrito como calcar aos pés o Filho de Deus, profanar o sangue da aliança com que foi santificado e ultrajar o Espírito da graça (Hb 10.29), uma linguagem que claramente aponta para a blasfêmia contra o Espírito e a negação de Jesus como Senhor e Cristo (ver também 2Pd 2.20-22, onde o apóstolo Pedro se refere aos falsos mestres).

Não é sem razão que o apóstolo João desaconselha pedirmos por quem pecou dessa forma.

Alguém pode perguntar se Deus fecharia a porta do perdão se pessoas que pecaram para a morte se arrependessem. Tais pessoas, porém, não poderão se arrepender. Elas não o desejam. E além disto, o Senhor determinou sua condenação, a ponto de João não aconselhar que oremos por elas. “Tais pessoas foram entregues a um estado mental reprovável, estão destituídas do Espírito Santo, e não podem fazer outra coisa senão, com suas mentes obstinadas, se tornarem piores e piores, acrescentando mais pecado ao seu pecado” (Calvino).

Notemos que nestes versículos João não chama de “irmão” aquele que peca para a morte. Apenas declara que há pecado para a morte e que não recomenda orar pelos que o cometem. É evidente que os nascidos de Deus jamais poderão cometer este pecado.

Portanto, não se impressione com as ameaças de pastores do tipo "você está blasfemando contra o Espírito Santo" se o que você estiver fazendo é simplesmente perguntando qual a base bíblica para cair no Espírito, rir no Espírito, a unção da leoa, e outras "manifestações" atribuídas ao Espírito Santo.





21.8.13

A Proposta dos Pais (Pv 2) - pr. Daniel Santos




Uma Defesa Bíblica da Pregação Expositiva



O que é pregação expositiva? Um sermão é expositivo quando o seu conteúdo e propósito são controlados pelo conteúdo e propósito de uma passagem específica da Escritura. O pregador diz o que a passagem diz, e ele almeja que o seu sermão efetue em seus ouvintes exatamente o que Deus está buscando efetuar por meio da passagem escolhida de sua Palavra.

Pregador, imagine Deus sentado na congregação enquanto você prega. Qual seria a expressão na face dele? Ele diria: "Isso não é de modo algum o que eu queria comunicar com aquela passagem"? Ou ele diria: "Sim, era exatamente isso o que eu pretendia"?

A defesa bíblica da pregação expositiva começa com a conexão entre o dom dos pastores-mestres que Cristo deu à igreja (Ef 4.11) e a injunção bíblica para que os pastores-mestres "preguem a palavra" (2Tm 4.2). Aqueles que pregam deveriam pregar as suas Bíblias.

Talvez o melhor ponto de partida para demonstrar que é legítimo identificar a pregação da Palavra seja o livro de Atos. Em Atos, a expressão "a palavra de Deus" é um resumo comum para designar o conteúdo da pregação apostólica. Em Atos 6.2, por exemplo, os apóstolos dizem: "Não é razoável que nós abandonemos a palavra de Deus" (veja também At 12.24; 13.5, 46; 17.13; 18.11). A expressão também aparece frequentemente como "a palavra do Senhor" (8.25; 13.44; 15.35-36; e outras) e, não poucas vezes, é reduzida para "a palavra" (cf. 4.29; 8.4; 11.19). No livro de Atos, há uma clara e consistente identificação entre a pregação apostólica e a expressão "a palavra de Deus".

Ao mesmo tempo em que o conteúdo da pregação apostólica eram as boas novas de reconciliação com Deus por meio de Cristo Jesus, tal mensagem era entregue e explicada quase invariavelmente por intermédio de uma exposição da Escritura do Antigo Testamento. Assim, a pregação nos tempos do Novo Testamento envolvia a pregação da "palavra de Deus", e um componente essencial de tal pregação era a exposição do Antigo Testamento. Isso, por sua vez, nos conduz à conclusão de que as Escrituras do Antigo Testamento devem estar inclusas na nossa concepção da "palavra" a ser pregada, uma conclusão confirmada pelas reivindicações do Novo Testamento, tanto diretas (p. ex. 2Tm 3.16; Rm 3.2) como indiretas (p. ex. Rm 15.4).

Então, essa "palavra" é a palavra acerca de Jesus, tal como antecipada no Antigo Testamento e agora explicada na pregação apostólica. Essa é a palavra que é "falada" (At 4.29), "proclamada" (13.5) e que deve ser "recebida" (17.11) como "a palavra de Deus". Essa mesma identificação é mantida ao longo das cartas de Paulo. Sem hesitação, ele chama a mensagem por ele proclamada de "a palavra de Deus" (2Co 2.17; 4.2; 1Ts 2.13) ou, simplesmente, "a palavra" (Gl 6.6).

Até mesmo no contexto da incumbência dada por Paulo para que Timóteo "pregasse a palavra", há uma confirmação dessa identidade entre pregar e pregar a palavra de Deus. Timóteo teria compreendido imediatamente a que "palavra" Paulo se referia. Como a biografia de Timóteo realça, a "palavra" certamente incluía tanto as "sagradas letras" como a mensagem apostólica - "Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de que foste inteirado, sabendo de quem o aprendeste" (2Tm 3.10-17).

A conclusão de tudo isso é que a "palavra" a qual devemos pregar é o corpo da verdade que consiste nas Escrituras do Antigo Testamento e no ensino apostólico acerca de Cristo - isto é, o Novo Testamento. Assim, identificar a "palavra" com as nossas Bíblias é apropriado. É isso que aqueles comissionados como "pastores-mestres" devem ensinar. O nosso trabalho é proclamar "a palavra" que Deus falou, preservada na Escritura e confiada a nós. A vida espiritual do povo de Deus depende dessa palavra (Dt 8.3). É por isso que um jovem pastor é encarregado de "dedicar-se à leitura pública da Escritura, à exortação e ao ensino" (1Tm 4.13, NVI). Se esse encargo contém algum apelo a nós hoje, e ele o contém, então a fonte da nossa pregação deve ser inteira e exatamente o que está em nossas Bíblias.

Como isso se dá na prática? Em nossa preparação do sermão, isso se dá quando tomamos passagens definidas da Palavra de Deus e as estudamos cuidadosamente, de modo a podermos "manejar bem a palavra da verdade". No púlpito, isso se dá de modo semelhante à imagem que vemos em Neemias 8.8: "Leram no livro [...] claramente, dando explicações, de maneira que entendessem o que se lia". Deus planejou e também prometeu usar esse tipo de pregação para executar um dos seus grandes propósitos - ajuntar e edificar o seu povo.





17.8.13

Show gospel vs Culto de Ensino da Palavra

Responda sinceramente: você, crente, tem ido para qual fila?

"Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e MUITOS são os que entram por ela; E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e POUCOS há que a encontrem."

Mateus 7.13-14



Jovem, ande com o sábio, pr. Paulo Junior (Conferência Jovem Calvariana)

16.8.13

A FÚRIA ALHEIA


Sabedoria em provérbio
A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira. Provérbios 15.1
Você já procurou saber se o tom da sua voz acalma ou irrita aqueles que precisam te ouvir? Falar alto não é a mesma coisa que falar gritando. O grito tem um elemento de ira associado a ele. Falar num tom ríspido e grosseiro é um vício que contagia rapidamente o ambiente; quem costuma falar num tom ríspido já nem percebe o fato. A comunicação, em tese, é a ferramenta mais importante na construção e preservação da comunhão entre duas pessoas. Quando estamos num elevador, por exemplo, quando a proximidade entre as pessoas é um fator momentaneamente obrigatório, geralmente mantemos a comunicação quase no nível zero. Não sabemos se a pessoa que acabou de entrar no elevador saiu de uma longa discussão conjugal, de um irritante momento com o pedreiro, marceneiro ou pintor. Não sabemos se as pessoas estão atrasadas, cansadas, doentes, solitárias, ou desejosas de gastar um tempo conversando. Em momentos como estes, aquilo que falamos (e especialmente o tom das nossas palavras!) pode transtornar completamente o ambiente. Todas estas situações ilustram bem o raciocínio do provérbio que diz: “A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira” (Pv 15.1).
Muitas tragédias poderiam ser evitadas simplesmente por seguir o conselho deste provérbio – ajustar o tom da sua voz para que a sua resposta seja branda. Uma ocasião cheguei em meu prédio e, ao abrir a porta do elevador social, deparei-me com um entregador de pizza usando o elevador vetado para entregadores. O jovem estava com o capacete no topo da cabeça e a caixa térmica gigantesca nas costas. No momento que alguém lhe perguntou se ele sabia que o elevador de serviço estava logo ali, o jovem explodiu. Chingou, gritou, desacatou os condôminos no elevador – transtornou o ambiente! Sua resposta causou imediata reação nos que estavam presentes. Sua palavra dura suscitou mais ira, e ira sobre ira sempre culmina em tragédias inesperadas ou irreparáveis. Este provérbio nos ensina que a “ira alheia” não precisava nos atingir. Precisamos desenvolver a arte de “desviar o furor” que não foi originalmente direcionado à nossa pessoa. Veja que o provérbio não fala de “acalmar a pessoa enfurecida”, mas apenas desviar o seu furor para quem de direito.
Em termos gerais, nada é capaz de causar mais furor num ser humano do que as palavras e atos de outro ser humano. O contrário também pode ser verdadeiro – nada acalma mais uma pessoa enfurecida do que as palavras certas e gestos de justiça e amor. Como cristão, precisamos aprender esta mensagem simples deste provérbio, a saber, nos desviarmos da ira que não nos pertence. Quando suscitamos a ira alheia com palavras duras e ríspidas, acrescentamos mais uma pessoa no ciclo de fúria que originalmente não me incluía. Dependendo do assunto que suscitou a fúria e o relacionamento entre as pessoas envolvidas, o acréscimo de pessoas novas no ciclo de fúria cresce rapidamente, atingindo proporções gigantescas. Aprendamos a ajustar o tom da nossa voz. Aprendamos a fugir da “bala perdida” chamada fúria alheia. Experimente ternura em lugar da rispidez. Pratique aresposta branda. 
De volta ao mesmo elevador, agora numa ocasião diferente, éramos quatro pessoas: Eu e uma senhora com duas crianças. Uma parecia ser sua neta e o outro um amigo do prédio, ambos na faixa de 6 a 7 anos. Os três entraram no elevador ofegantes e se calaram por um tempo. O trajeto era de dezessete andares. Após o “minuto de silêncio”, o garoto comentou (um comentário aparentemente dirigido a qualquer um dos que estavam no elevador): “Eu estou usando minha cueca nova do Ben 10, que ganhei de aniversário. Alguém quer ver?” Até hoje dou risadas ao me lembrar deste episódio. Surpreenda as pessoas com palavras brandas, especialmente se você é conhecido por ser ríspido.
Coragem! Você não está sozinho.


Daniel Santos é professor de Antigo Testamento e pesquisador no Centro de Pós-Graduação Andrew Jumper em São Paulo, Brasil. // Daniel Santos is Old Testament professor and researcher at Andrew Jumper Graduate Centre in Sao Paulo, Brazil


10.8.13

O que uma Esposa espera de seu Esposo



Desde que Eva foi criada, muita coisa tem mudado na vida das mulheres, mas as coisas mais importantes, aquelas que nos trazem felicidade e realização, permanecem inalteradas por fazerem parte da essência da nossa feminilidade.

Ainda hoje, a esposa precisa que seu marido lhe dê três coisas que satisfarão as necessidades básicas do seu coração: segurança, liberdade e honra. E as três derivam do conceito do amor agape, o amor doador, sacrificial com que o marido é ordenado a amar sua esposa (Ef. 5:25).

O amor do marido traz segurança à esposa. É o amor que toma a iniciativa e o homem foi especialmente capacitado por Deus para ser o iniciador, o que busca, que corteja, que conquista, o que já faz parte da sua natureza. A mulher que é assim conquistada sente-se segura na sua feminilidade, na sua natureza mais responsiva.

O marido amoroso não apenas conquista o amor da esposa mas o alimenta através de atos carinhosos, como dar a mão a ela quando estão juntos; de palavras amorosas e elogiosas, pois sabe que a mulher é atraída pelo que ouve; de pequenos gestos e sacrifícios que para ele talvez nem façam muito sentido, como dar um presentinho, um ramalhete de flores, assistir a um filme romântico com ela ou planejar algum momento especial só para os dois; de respeito pela pessoa feminina que ela é, por sua maneira diferente de pensar e de se expressar.

O marido que trata a esposa como rainha terá uma rainha por esposa.

O amor do marido liberta a esposa. O amor doador nunca cerceia, antes visa a libertação da pessoa amada para ser tudo o que Deus a fez para ser. Ele não quer transformar a outra à sua própria imagem, mas se regozija na sua singularidade e beleza. “O amor edifica” (1 Cor. 8:1b), ajuda a esposa a crescer, a amadurecer, a revelar-se na sua essência. Reconhece seus dons particulares e encoraja-a a desenvolvê-los, provendo os meios para que ela possa fazê-lo, mesmo que isso envolva sacrifício pessoal. Ele não compele nem força, antes apóia, estende a mão, colabora.

O amor do marido honra a esposa. O amor do marido é como um manto sobre os ombros da esposa, símbolo de sua proteção e cuidado. Debaixo dele, ela sente-se valorizada, importante, respeitada por ser quem é, como é. Não precisa temer sua própria fragilidade nem o passar dos anos e a chegada das rugas e dos cabelos brancos, pois sabe que o marido vê nela a beleza que nunca diminui nem acaba mas que se renova e viceja a cada nova fase da vida.

O marido que ama a esposa como Cristo amou a igreja procura o aperfeiçoamento, o crescimento, o amadurecimento e a restauração da pessoa que sua esposa foi criada para ser, o que redundará em felicidade e gozo para ele próprio. Esse é o mistério do amor no relacionamento conjugal. Simbolizado pela redondeza contínua das alianças de ouro, ele dá início a um processo infindo de doação que conduz ao paradoxo de que é dando que se recebe, é doando a si mesmo que se cresce, é libertando que se liberta.

Fonte: Monergismo
Autor: Wanda de Assumpção


8.8.13

Evento: A Hermenêutica Pentecostal, pr. dr. Paulo Romeiro

COMO OS PENTECOSTAIS LEEM A BÍBLIA?
COMO OS PENTECOSTAIS INTERPRETAM A BÍBLIA?
DE QUE FORMA OS PENTECOSTAIS APLICAM A BÍBLIA?

O próximo Encontro Apologético tratará da interpretação que os pentecostais no Brasil fazem da Bíblia e a sua implicação para a vida dos fiéis. Todos são bem vindos. A entrada é franca.

Preletor: Pr. Paulo Romeiro Ph.D.
Local: Avenida Jabaquara, 2461 (ao lado da Estação São Judas do Metrô).
Horário: 19h30
Data: 16 de Agosto de 2013


4.8.13

LIÇÃO 6 - A FIDELIDADE DOS OBREIROS DO SENHOR - PROF. E TEÓLOGO FABIO SEGANTIM

O Superintendente e a Gestão da Escola Dominical



Superintendente


No Hebraico: O termo “superintendente” procede do latim e significa, “aquele que dirige na qualidade de chefe”; “aquele que inspeciona”, “aquele que supervisiona”. No hebraico, o paqîd é descrito como: inspetor, encarregado, capataz. O termo descreve um subordinado especial (Gn 41.34) posto em uma posição de “supervisão de outros”. O paqîd era um funcionário real de confiança que administrava o trabalho e funções dos soldados, sacerdotes e levitas no Antigo Testamento. Em 2 Cro 31.13; 34.10,12,17 é o administrador do Templo.

No Grego: proistemi (Rm 12.8) é o que “preside”, literalmente “aquele que está à frente de”; “liderar” ou “dirigir”. De acorco com Paulo, os líderess são pessoas capacitadas sobrenaturalmente pelo Espírito Santo para administrar, presidir e liderar atividades executadas pelo Corpo de Cristo para o crescimento do Reino de Deus.

Contemporâneo: Se eventualmente admitirmos as atuais mudanças adminstrativas da educação brasileira na ED, chamaríamos a função do superintendente ou diretor de: “Gestor da Escola Dominical”. A mudança de nomenclatura envolve também uma alteração de rumo ou mudança política e administrativa dos antigos paradigmas ou modelos de organização escolar.

Funções Gestoras do Superintende da ED

1. Criar projetos de qualidade educacional (Projetos participativos)

2. Análise crítica do projeto educacional (Análise participativa)

3. Administrar os recursos humanos e materiais:

4. Selecionar com base na capacidade das pessoas de atenderem às especificações das atividades docentes;

5. Criar um ambiente de cooperação que promova a excelência e uma relação sólida e segura entre os professores e alunos, alunos e professores, superintendente e professor, professor e superintendente; superintendente e alunos, alunos e superintendente;

6. Envolver todos os professores e alunos na garantia da qualidade da Escola Dominical;

7. Criar programas de capacitação continuada para os professores;

8. Atender as necessidades materiais da Escola Dominical;

9. Atender os alunos:
·                  Quem são os alunos?
·                  Que necessidades eles têm?
·                  Como melhor aprendem?
·                  Como são estimulados à busca do conhecimento?
·                  Como é a relação professor-aluno?
·                  Qual o conteúdo ensinado?
·                  Como respondem ao conteúdo ensinado?

10. Atender os professores:
·                  Quem são os professores?
·                  Que necessidades eles têm?
·                  Como ensinam?
·                  Como são estimulados à busca do conhecimento?
·                  Como se relacionam com a igreja?
·                  Qual a formação dos professores?
·                  Como usam os recursos educacionais oferecidos?

Como Agem os Superintendes Eficazes?


1. Definem objetivos claros;

2. Exibem confiança e receptividade com relação aos outros;

3. Discutem fatos abertamente;

4. Solicitam e ouvem ativamente o ponto de vista dos outros;

5. Utilizam a gestão participativa para criar um abiente de cooperação e particiipação;

As Habilidades do Superintendente Eficaz


1. Habilidade de planejamento;

2. Habilidade de manejo e controle do orçamento;

3. Habilidade de organização;

4. Habilidade de resolver problemas criativamente;

Competências administrativas e pedagógicas
·                  Habilidade de comunicar eficazmente;
·                  Habilidade de mobilizar a equipe escolar e a igreja local;
·                  Habilidade de desenvolver equipes;
·                  Habilidade de negociar e resolver conflitos;
·                  Habilidade de avaliar e dar feedback ao trabalho dos outros. 


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